Nacional

Aumenta tensão entre PT e PMDB

Por Reuters | Jeferson Ribeiro
| Tempo de leitura: 2 min

A tensão elevada entre petistas e peemedebistas pode estar colocando em risco a aliança entre PT e PMDB para o projeto de reeleição da presidente Dilma Rousseff, admitiu um influente peemedebista, após meses da desgastante negociação sobre a reforma ministerial e anos de uma relação conturbada do governo com seus aliados no Congresso.

 

Entre os peemedebistas, há a sensação de que Dilma não está empenhada em negociar com o partido e resistirá à pressão do líder da bancada do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), que tem dito que a aliança com o PT precisa ser rediscutida.

 

A fonte do PMDB, que falou sob condição de anonimato, avalia que Cunha está jogando pesado com o governo, articulando sua bancada e as de outros partidos aliados, para ganhar mais espaço com indicações políticas no Executivo. 

 

Essa avaliação, porém, foi a mesma feita pelo presidente do PT, Rui Falcão, e que deu origem à mais nova polêmica envolvendo as duas maiores legendas do Congresso.

 

Alheia a esse quadro difícil com seu maior aliado, Dilma prevê retornar para a base de Aratu, na Bahia, para passar o final de semana com a família e só retomar as negociações da reforma ministerial na semana que vem. Ela passou o Carnaval lá e retomou a agenda em Brasília na quarta-feira, quando fez uma longa reunião com o ex-presidente Lula e integrantes da sua campanha à reeleição e analisou o quadro político.

 

Para esse peemedebista, será difícil evitar que uma reunião da bancada do partido na Câmara, agendada para a próxima terça-feira, leve a um rompimento dos deputados com o governo.

 

E também não será fácil evitar a antecipação de uma convenção nacional do partido, que normalmente ocorre em junho nos anos eleitorais, para abril e o primeiro item dessa reunião deve ser a manutenção ou não da aliança nacional com o PT.            

 

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