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O melhor caminho para saúde pública é a prevenção ? vacina contra o HPV

Clodoaldo Armando Gazzetta
| Tempo de leitura: 2 min

Depois de tanta pirotecnia nos últimos tempos com relação à saúde pública no Brasil, alguma coisa boa tinha que surgir, e a campanha de vacinação contra o HPV é, sem dúvida alguma, uma excelente notícia para um país recheado de problemas neste setor. Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 270 mil mulheres em todo mundo morrem por ano em decorrência do câncer de colo de útero, doença causada, predominantemente, pelo vírus papiloma Humano, mais conhecido pela sigla HPV.

O HPV é uma doença sexualmente transmissível, e aproximadamente 70% da população mundial já teve em algum momento de sua vida contato com algumas das mais de 100 variações do vírus. Destas variações, apenas 15 são de alto risco e estão associadas a formação de alguns tipos de câncer.

No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de colo de útero representa a segunda maior incidência entre as mulheres brasileiras, só perdendo para o câncer de mama. Neste ano, estima-se o surgimento de 15 mil novos casos e cerca de 4.800 óbitos em decorrência desta doença.

Mais de 51 países, entre eles Portugal, Austrália, Estados Unidos, Quênia e Ruanda, já adotaram a imunização de sua população feminina contra o HPV, como estratégia complementar de prevenção, e os resultados são altamente positivos, com grande redução no número de casos e felizmente diminuição de óbitos.

O Brasil é um dos últimos países no mundo a adotar a vacina contra o HPV. A campanha pública começa no próximo dia 10 de março e a estratégia inicial do governo é vacinar mais de 3 milhões de meninas brasileiras de 11 a 13 anos. Só em Bauru são cerca de 13 mil meninas que devem receber as três doses desta vacina (IBGE/2010).

A prevenção sempre foi o melhor caminho na política de saúde pública de qualquer país. A vacina contra o HPV, além de ser uma iniciativa complementar de prevenção ao câncer de colo de útero, é, sem dúvida alguma, uma ação oportuna e estruturante, que leva em conta não apenas a mudança nas estatísticas do Brasil com relação as neoplasias, mas sobretudo, a importância da iniciativa para a proteção da vida das mulheres brasileiras.

O autor, Clodoaldo Armando Gazzetta, é biólogo e ambientalista

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