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Elaine Menezes cursava o último ano de pedagogia na faculdade
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Uma ironia do destino. É assim que o instrutor de trânsito Richard Bernardo de Oliveira, 30 anos, define o acidente, ocorrido na noite de anteontem, que culminou na morte de sua esposa, Elaine Cristina Menezes de Oliveira, de 37 anos.
“Sempre conversávamos sobre o trânsito e eu a alertava sobre as distâncias em relação a outros veículos. Mas ela era uma condutora muito prudente, e uma pessoa meiga, odiava e nunca trafegava nos tais corredores”, afirma.
Elaine seguia da universidade onde cursava o último ano de pedagogia, para casa, que fica no Bauru 16, quando se envolveu em um acidente e acabou atropelada por um caminhão.
O fato aconteceu por volta 21h50, nas proximidades do cruzamento da avenida Duque de Caxias com a rua Gerson França.
A vítima, que trafegava sozinha no sentido Centro-bairro, acabou caindo da motocicleta, uma Honda Biz, e foi atropelada na região da cabeça por um caminhão Scania sem a carreta, que seguia no mesmo sentido da avenida.
No capacete, é possível observar as marcas de sangue que restaram da fratura no crânio da vítima. “Uns dizem que ela se desequilibrou após bater em um carro que freou bruscamente; outros, que o caminhão converteu sem dar seta e a atingiu. Vamos esperar a perícia para saber o que de fato ocorreu”, explica o marido.
Na ocasião, Luiz Fernando Martins, que é técnico de enfermagem do Samu, seguia pela mesma avenida à paisana e, ao observar a movimentação, parou para ajudar.
A policial militar Priscilla Pollini ajudou Martins a socorrer a vítima enquanto sua companheira, a soldado Maria Helena Amaral, bloqueava o trânsito. “Em 10 anos de polícia, foi uma das piores cenas que já vi. Foi muito triste, mas estamos em paz por ter ao menos tentado”.
Socorrida no Pronto-Socorro Central, minutos depois a vítima acabou sucumbindo a uma parada cardiorrespiratória.
O acidente foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) como homicídio culposo na direção de veículo automotor e atropelamento. Além do caminhoneiro, de 63 anos, arrolado como condutor no boletim de ocorrência, foram colhidos registros de duas testemunhas no local.
Tristeza
Elaine, que tinha como sonho ser professora de educação infantil, iniciaria, nos próximos dias, um estágio em uma escola estadual no bairro Nova Esperança. Além do marido, ela deixa dois filhos, Arthur Menezes de Oliveira, de 5 anos, e Caroline Helena, que completou 3 anos ontem. “Antes de ela sair para a faculdade, a Caroline a agarrou no portão. Não queria de jeito nenhum que a mãe fosse, mas não teve jeito. Ela se despediu de nós, colocou o capacete e foi”, lembra o marido, ainda abalado. O corpo de Elaine Cristina Menezes de Oliveira foi sepultado ontem no cemitério Jardim do Ypê.
