Três países árabes proibiram a exibição do filme de Hollywood “Noé” devido a questões religiosas, mesmo antes da estreia mundial, e vários outras nações devem fazer o mesmo, afirmou ontem um representante da Paramount Pictures.
O Islã não simpatiza com a representação de pessoas sagradas na arte, e retratos do profeta Maomé na imprensa da Europa e da América do Norte causaram violentos protestos em países islâmicos nos últimos dez anos, alimentando as tensões culturais com o Ocidente.
“A explicação oficial é que ‘o filme contradiz os ensinamentos do Islã’”, afirmou o representante, acrescentando que o estúdio espera proibições similares no Egito, Jordânia e Kuwait. A estreia nos EUA está marcada para 28 de março.
Noé, que no livro bíblico de Gênesis constrói uma arca que salvou a sua família e muitos casais de animais do grande dilúvio, é reverenciado pelo judaísmo, cristianismo e islamismo.