Malavolta Jr. |
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Madê Corrêa, Ana Maria Barbosa Machado, Sandra Mara Mardones, Regina Ramos e José Carlos Brandão: alegria com poesia
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O Slam faz um ano em Bauru e quem ganha presente é a poesia com a sétima edição do evento que abre espaço para poetas apresentarem suas criações em um esquema diferente de saraus.
A edição comemorativa ocorre nesta terça-feira (11), às 20h30, no Brazuca Bar.
Não existe limite para a criatividade e há total liberdade de temas. O Slam é um concurso onde autores leem ou declamam suas obras em uma competição, disputando a preferência do público, que escolhe o poema vencedor através de “voto direto” em cédulas onde aponta primeiro, segundo e terceiro colocados. Em tempo: a entrada é gratuita.
O Slam, realizado em Bauru pelo grupo Expressão Poética (foto acima) tem duas regras básicas: os poemas apresentados devem ser autorais e o poeta tem limitação de 60 segundos para declamá-lo.
As poesias podem ser interpretadas como o autor preferir - falando, lendo ou mesmo cantando, mas sem nenhum acompanhamento musical. Os três primeiros colocados são premiados com livros.
O primeiro Slam bauruense ocorreu no dia 7 de março de 2013 e o evento chega à sétima edição com total fôlego. José Carlos Brandão, um dos organizadores, afirma que a edição de aniversário é especial. “Tem um gostinho de festa, comemoração e uma grande vitória de trazer este evento, que acontece em várias partes do mundo e também em Bauru”, declara.
Esta edição fará ainda homenagem a Munir Zalaf, ex-presidente da Academia Bauruense de Letras (ABL), que morreu no mês passado.
Brandão afirma que o Slam é concorrido, uma vez que a poesia toca todas as pessoas. “Há um grande público interessado em poesia. Apesar de não parecer, a poesia é esperada por muita gente, uma coisa que dá vida às pessoas, àquilo que elas querem falar, que sentem. O poeta expressa por elas e lendo ou ouvindo os poemas elas recriam aquelas emoções”, considera. O Slam Bauru tem edições a cada dois meses. As seis edições anteriores tiveram predomínio de poemas político-sociais.
Incentivo
Uma das características mais marcantes do Slam, destacada pelos organizadores, é o incentivo à produção poética e ao “consumo” da poesia, formando novos poetas e leitores. “Incentiva na publicação e também a quem está começando agora e pode seguir um caminho”, aponta a também organizadora Ana Maria Barbosa Machado, citando o caso dos participantes do Slam bauruense Ed Luís, que teve sua primeira publicação de poemas em uma antologia, e Diego Cauê Kantz, que montou uma biblioteca comunitária.
Pelo mundo
O Slam nasceu nos anos 80, no bar Get Me High Louge, em Chicago, Estados Unidos, e espalhou-se por outras cidades do mundo. Dessa forma, chegou à Europa no início dos anos 2000 e ao Brasil em 2006, com suas primeiras edições em São Paulo e Rio de Janeiro. O Slam Bauru é realizado pelo grupo Expressão Poética e tem uma comissão organizadora composta por estusiastas: Ana Maria Barbosa Machado, José Carlos Brandão, Madê Corrêa, Regina Ramos, Sandra Mara Mardones e Sônia Brandão.
Espaço democrático
O Slam tem caráter extremamente democrático e mesmo quem opta por não participar do concurso tem espaço para mostrar seus poemas. “Durante a apuração, o microfone fica à disposição de quem não está concorrendo para que fale seus poemas, mantendo o tempo de um minuto”, explica a organizadora Regina Ramos. “Também para recados culturais, lançamentos de livros”, acrescenta. O público ainda recebe um número e concorre a brindes em sorteio. “Algumas lugares já estão começando a colaborar e quem contribui tem seu nome divulgado no evento”, ressalta Sônia Brandão, da comissão organizadora.
Serviço
O Brazuka fica na avenida Duque de Caxias, 9-27. slambauru@yahoo.com. Contato para a colaboração nos brindes: 3016-4661 e 99772-1813
