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Boeing da Malásia desaparecido enviou sinal de fora da rota

Folhapress
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A Força Aérea da Malásia traçou a última localização conhecida do voo 370 da Malaysian Airlines, desaparecido na última sexta-feira (7), para um ponto acima Pulau Perak, uma pequena ilha no estreito de Malaca, segundo informações da CNN e da Associated Press.

O avião da Malaysia Airlines, que havia saído de Kuala Lumpur com destino a Pequim e levava 239 pessoas a bordo, desapareceu em pleno voo há quatro dias.

O ponto está localizado a centenas de quilômetros da trajetória de voo habitual para Pequim que passa por Kuala Lumpur, segundo a CNN.

Se os dados do oficial da Força Aérea – que não quis ser identificado por não estar autorizado a falar com a mídia – estiverem corretos, a aeronave estaria voando na direção oposta do seu destino programado e no lado oposto da península Malaia por onde passaria normalmente.

O oficial disse ainda que o avião viajava a baixa altitude e depois disso o sinal teria sido perdido.

Segundo informações anteriores o contato com a aeronave teria sido perdido perto da costa do Vietnã.

Segundo o jornal local "Berita Harian", citando o chefe da Força Aérea da Malásia, o general Daud Rodzali, o radar de uma base militar havia detectado o avião às 15h40 (horário de Brasília) perto de Pulau Perak.

O voo MH370 saiu de Kuala Lumpur à 0h41 hora local (13h41 de sexta feira de Brasília) e chegaria a Pequim seis horas de voo depois, mas desapareceu do radar uma hora depois da decolagem.

CIA não descarta terrorismo

O diretor da CIA, John Brennan, definiu nesta terça-feira (11) como "um mistério muito inquietante" o desaparecimento do avião e não descartou a possibilidade de o avião ter sido alvo de um atentado terrorista.

"Não descartaria. De modo algum", disse Brennan em uma conferência no Council of Foreign Relations de Washington.

O diretor do órgão de inteligência enfatizou que está estudando o caso "cuidadosamente" com a polícia federal americana (FBI), que enviou uma equipe ao país asiático, e as autoridades da Malásia.

"Nossos colegas malaios estão fazendo todo o possível para descobrir o ocorrido, mas claramente ainda é um mistério muito inquietante", assegurou.

Brennan declarou que "há muitas especulações atualmente, e várias reivindicações de responsabilidade (de um eventual atentado) que não foram confirmadas nem corroboradas".

Área em que a aeronave sumiu é movimentada, diz comandante

A área onde o Boeing 777 da Malaysia Airlines desapareceu, entre a Malásia e a China, é uma movimentada rota de aviões comerciais, afirma Rafael Santos, 51 anos, comandante da Korean Air que voa habitualmente na região.

"É como a rota entre São Paulo e Curitiba ou São Paulo e Porto Alegre, com muitos aviões sobrevoando ali", diz ele, que passou pelo trecho a última vez há duas semanas.

Passam pela região, entre outros, os aviões que vem da Indonésia e de Cingapura. Neste período do ano, diz Rafael, a área onde o avião sumiu é "tranquila" para voar, sem ocorrência de tempestades, por exemplo.

O comandante pilota Boeings 777, o mesmo tipo de aeronave que desapareceu.

Ele preferiu não opinar sobre o que pode ter causado o sumiço do avião da Malaysia. Mas pilotos entrevistados pela reportagem afirmam que, com base nas informações conhecidas até agora, pode ter havido explosão a bordo ou uma falha estrutural grave.

Isso porque os pilotos não reportaram à empresa ou ao controle de tráfego aéreo problemas com a aeronave. Seria uma das primeiras ações de uma tripulação que se encontra em dificuldades. Se isso tivesse acontecido, outras aeronaves escutariam o pedido pelo rádio e poderiam ajudar.

Algo que não lhes permitisse reagir rapidamente, como uma falha estrutural ou uma explosão, explicaria o silêncio da tripulação.

Um sequestro por passageiros é considerado improvável levando-se em conta que a Malaysia Airlines disse tudo o que sabe. Os pilotos têm maneiras de informar à empresa que estão sob sequestro: digitando 7500 no transponder e enviando uma mensagem à companhia com uma frase cifrada em código.

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