A água é muito mais que um elemento químico formado por duas moléculas de hidrogênio e uma de oxigênio; ela representa o cerne da vida e do desenvolvimento industrial. As políticas de conservação desse líquido tão precioso vão além do idealismo ambientalista, tais políticas representam uma maneira inteligente de gestão sustentável nos empreendimentos.
A região central do Estado de São Paulo tem muito para ostentar quando falamos de abundância e políticas de conservação dos recursos hídricos. Nela estão grandes reservatórios que servem como fonte de geração de riquezas e abastecimento de qualidade. Sistemas aquíferos como o Guarani, o Bauru, Serra Geral e importantes rios como o Tietê, o Batalha, o Lençóis e o Paranapanema formam grandes malhas hídricas servindo de referências para o Brasil.
A água é a matéria-prima principal para produzir, por exemplo, a melhor cerveja do Brasil, no município de Agudos, bem como, alimentos e ainda gerar energia. Das políticas de conservação dos recursos hídricos são possíveis valorizar as marcas e ter rentabilidade nos negócios.
Gestão eficiente dos recursos hídricos é observada na indústria, no comércio e em autarquias públicas de saneamento, que investem em tecnologias e em políticas modernas para garantir a perenidade entre produzir bens, gerar riquezas e conservar o meio ambiente. Podemos citar dois exemplos onde as tecnologias aliadas aos métodos modernos de gestão resultam em lucratividade e desenvolvimento.
O primeiro exemplo vem de uma das maiores produtoras de celulose do Brasil instalada no município de Lençóis Paulista, que é responsável pela melhor eficiência na gestão do uso fabril da água no seu setor. Com uma política firme de evitar desperdícios, monitorando emissões líquidas e dando uma maior eficiência ao uso da água, a empresa é reconhecida em todo Brasil, possibilitando a verticalização dos seus negócios.
O segundo exemplo vem da autarquia municipal, também de Lençóis Paulista, que administra o tratamento e a distribuição de água na cidade, que em alguns anos vem investindo em tecnologias, estudos técnicos e remodelação dos sistemas de adução com a finalidade de manter uma distribuição de qualidade e sem desperdício.
É fato que quando as organizações possuem uma visão moderna nos seus empreendimentos e assimilam os investimentos em gestão sustentável como oportunidades e não como riscos, incidem no crescimento dos negócios, entretanto, as que ainda veem os fatores ambientais como riscos e custos, apresentam suas marcas desvalorizadas e contabilizam prejuízos financeiros.
O autor, Sidney Aguiar, é especialista em Sustentabilidade Corporativa e Gestão de Projetos