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Inflação vai continuar pressionada por câmbio e pelo clima

Folhapress
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A inflação subiu acima das expectativas do mercado em fevereiro, e as previsões são de uma taxa ainda mais pressionada em março (em torno de 0,80%).


Esse cenário torna ainda mais incerto o rumo do IPCA, a inflação oficial, para os próximos meses, diante da pressão do câmbio e das previsões de novas rodadas de aumentos de alimentos grupo que, em fevereiro, arrefeceu e ajudou a conter o índice.


Professor de Economia do Ibmec-Rio, Gilberto Braga aposta na tendência de alta do índice nos próximos meses principalmente porque o IPCA de fevereiro, que ficou em 0,69%, já ficou acima das expectativas dos analistas, que em média projetavam 0,65%.


No ano, o índice acumula alta de 1,24%, e em 12 meses a taxa é de 5,68%, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (12) pelo IBGE.


Braga disse ainda que a persistente alta da inflação pressionará ainda mais as ações da equipe econômica do governo em um ano eleitoral.


"Por isso, creio que o Copom [Comitê de Política Econômica do Banco Central] continuará aumentando a taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 10,50% ao ano", disse.


Em geral, o mercado aposta em mais dois aumentos de 0,25 ponto percentual, com a taxa básica de juros chegando a 11,25% ao ano. Um sinal de preocupação, que reforça a previsão de aumento dos juros, veio da taxa acumulada em 12 meses do IPCA (5,68%, em nova alta frente aos 12 meses encerrados em janeiro).


A meta do governo federal é que a inflação não ultrapasse 4,5% ao ano (com intervalo de dois pontos para cima ou para baixo). Porém, a equipe econômica não tem conseguido atingir o objetivo nos últimos anos. A inflação fechou 2013 a 5,91%.

 

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