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Reunião ocorreu nesta quinta, mas ainda há indefinição sobre os animais de rua
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Representantes de 10 clínicas veterinárias particulares se reuniram nesta quinta-feira (13), na Prefeitura de Bauru, para discutir, junto ao prefeito Rodrigo Agostinho e ao Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais (Comupda), a implantação de Programa de Castração. No encontro, mediado pelo vereador Markinho da Diversidade (PMDB), o governo anunciou um projeto piloto, mas ainda há indefinições acerca da inclusão de animais de ruas, tanto os abandonados quanto os chamados de comunitários, tratados por diversos moradores de uma mesma comunidade.
O projeto atenderia, inicialmente, a cães e gatos machos, nos quais os procedimentos cirúrgicos não exigem cuidados pós-operatórios mais severos. Além disso, a administração não possui, atualmente, disponibilidade orçamentária para atender a toda a demanda por castração.
O serviço seria prestado pelas clínicas particulares selecionados em processo de chamamento público, cuja minuta de edital será elaborada pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), a pedido do prefeito. A proposta será analisada pelo Comupda.
“Neste edital, o município vai definir quanto vai pagar pelas cirurgias em animais de pequeno, médio e grande porte. É claro que nem todas irão se interessar. Vamos propor o que a prefeitura terá condições de arcar”, pontuou.
A ideia é que possam ser atendidos pelo programa animais de famílias de baixa renda, que estejam no Cadastro Único dos programas sociais do governo federal, a partir do segundo semestre de 2014. A triagem será feita pelos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), ligados à Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes), que encaminhará os donos dos cães e gatos às clínicas conveniadas ao futuro programa.
Da rua
Não existe, contudo, proposta consistente para os animais que vivem nas ruas. Técnicos do CCZ rechaçaram a possibilidade de recolher os cães e gatos para castração e, posteriormente, devolvê-los aos locais em que vivem, sem responsáveis.
O prefeito ponderou que moradores de comunidades nas quais esses animais vivem poderiam apresentá-los ao programa. No entanto, a castração não resolveria o problema do abandono.
Rodrigo alegou ainda que o CCZ tem realizado essas cirurgias nos bichos que moram nas ruas. “Não é o foco do Centro, mas esse trabalho é feito. No ano passado, foram mais de 800 castrações”.
Adoção
O vereador Markinho da Diversidade explicou, no entanto, que Agostinho já o autorizou a buscar um imóvel no Centro da cidade que possa alojar esses animais para doação.
“O CCZ faz feiras quinzenais. Nesse local, vinculado à Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), funcionaria todos os dias, em horário comercial, e poderia receber os animais de ruas castrados pelo programa”, pontuou.
Segundo o parlamentar, essa é a primeira vez que se discute, em Bauru, uma política para castração consistente para os animais.
“Estamos sendo responsáveis. Não queremos uma castração geral. Vamos começar devagar e fazer de forma correta. Até porque o prefeito já garantiu que não se trata de uma campanha, mas de um programa permanente, que vai se tornar cada vez mais abrangente”, afirmou Markinho da Diversidade.
Presidente do Comupda, Leandro Tessari avaliou o encontro de forma positiva, mas frisou que as propostas apresentadas pela prefeitura municipal serão apreciadas pelo conselho.