Internacional

Avião da Malaysia Airlines voou mais 4 horas após último contato

Folhapress
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O Boeing-777 da Malaysia Airlines que sumiu no último sábado voou por mais quatro horas após o último contato com o controle aéreo da Malásia, segundo investigadores ouvidos nesta quinta-feira (13) pela imprensa americana.

 

A nova corrente de investigação apareceu seis dias após o sumiço da aeronave e fez com que a Casa Branca anunciasse buscas no oceano Índico, lado oposto ao que é investigado pela Malásia.

 

De acordo com integrantes do governo americano, as informações foram obtidas a partir de sistemas eletrônicos do avião, que o detectaram após o último contato de rádio, à 1h30 de sábado. Nessa mensagem, o comandante da aeronave, que tinha 239 pessoas a bordo, afirmou apenas que estava “tudo bem”.

 

Os americanos, ouvidos de forma anônima, dizem que, no período após esse contato, o avião se desviou de sua rota original, que ia de Kuala Lumpur a Pequim, sumindo em uma área de até 4.000 km de raio. Dessa forma, o avião, que tinha combustível suficiente, pode ter chegado até perto da costa do Paquistão. Os aviões como o que desapareceu contam com sistemas que emitem sinais eletrônicos periódicos via satélite, mesmo se os aparelhos de comunicação de bordo, como o transponder, tiverem sido desligados.

 

Esses sistemas mostram apenas que o avião está funcionando, no entanto, e não a sua localização exata.

 

Assim, é impossível saber para que direção voou a aeronave, ou mesmo se ficou rodando em círculos antes de eventualmente cair no mar.

 

O governo da Malásia, que comanda as buscas, diz não ter provas de que o avião realmente ficou no ar por mais quatro horas.

 

Estaca zero 

 

O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, preferiu a cautela. Disse que os EUA abrirão buscas no oceano Índico “com base em novas informações, que não são necessariamente conclusivas”. 

 

Nesta sexta-feira, foi praticamente descartada a hipótese de que partes avistadas por um satélite chinês seriam do avião.

 

Em uma entrevista coletiva convocada, uma autoridade da Malásia envolvida com a operação afirmou que as buscas haviam “voltado à estaca zero”. 

 

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