Polícia

Polícia Civil esclarece homicídio de cabeleireiro carbonizado de Bauru

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Civil de Bauru por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Central de Polícia Judiciária (CPJ) esclareceu na noite de quinta-feira (13) o homicídio que vitimou o cabeleireiro José Henrique da Silva, de 48 anos. Ele foi encontrado amarrado e com 80% do corpo carbonizado dentro do porta-malas de seu Fiat Stilo, no dia 15 de outubro de 2013, na quadra 14 da rua Jorge Schneyder Filho, no limite entre os bairros Parque Bauru e Ferradura Mirim.

Após cinco meses de investigações, a polícia conseguiu chegar a Antônio de Oliveira Neto, de 19 anos, vulgo Neto, apontado como o autor. E deu prosseguimento à captura mediante mandado de prisão temporária. O crime, segundo a tese defendida pelo delegado responsável pelo caso, teria ocorrido com conotação passional, mediante suposta relação homoafetiva entre os envolvidos.

Prisão

Antônio foi preso por volta das 18h de ontem enquanto trabalhava, como auxiliar geral, em um restaurante fast-food. Em seu depoimento, ele negou a relação amorosa com a vítima, mas confessou ter matado o cabeleireiro, alegando ter sido assediado por Henrique na noite do crime.

“O interrogatório durou ao menos três horas e, ao ser colocado frente a frente com as provas materiais, circunstanciais e testemunhais que tínhamos, ele confessou com riqueza de detalhes, como tudo aconteceu. Mas ele diz que não foi premeditado e que não tinha relação amorosa com a vítima, mas a investigação refuta isso por meio de ligações e mensagens trocadas entre eles 15 dias antes do crime. Também fizemos um levantamento da ficha social da vítima e descobrimos que ele teria uma relação duradoura com esse rapaz, que, inclusive, frequentava o salão”, ressalta o delegado titular da DIG, Kléber Granja.

O autor não tinha passagens pela polícia e conhecia a vítima desde os 13 anos de idade. Preso na CPJ, ele será encaminhado ainda hoje à Cadeia Pública de Avaí.

Ele responderá por homicídio triplamente qualificado, cometido por motivo fútil e por meios cruéis e que impossibilitaram a defesa da vítima. “Como foi crime hediondo, ele pode pegar mais de 30 anos de prisão. Assim que concluirmos o inquérito, solicitaremos pela prisão preventiva, para que ele aguarde o julgamento, mesmo sendo réu primário, na prisão”, reforça o delegado.

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