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Câmara de Franca ouvirá familiares de mortos na rede local

Folhapress
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Após registrar quatro mortes em três meses sob suspeita de negligência médica, a Secretaria da Saúde de Franca (400 km de São Paulo) será alvo de uma CEI (Comissão Especial de Inquérito).

 

Os primeiros a serem ouvidos são os familiares das pessoas que morreram. A criação da comissão foi aprovada pelos vereadores na sessão da última terça-feira (11).

 

A vereadora Valéria Marson (PSDB), presidente da comissão, disse que pretende concluir o trabalho antes do prazo de 120 dias previstos.

 

"Esses são os casos mais graves registrados, mas também há denúncias de falta de higiene, de funcionários. Não podemos ficar omissos a esses casos", afirmou a parlamentar hoje.

 

A comissão pretende fazer duas sessões por semana para agilizar os trabalhos. Também serão ouvidos médicos e enfermeiros das unidades de saúde da cidade.

 

O diretor do pronto-socorro infantil, que pediu a interdição da unidade após uma infestação de baratas, também já foi chamado", disse a vereadora.

 

Apesar de envolver a saúde, a secretária da pasta em Franca, Rosane Moscardini, por enquanto não está entre os que devem ser ouvidos.

 

De acordo com Valéria, a secretária prestou esclarecimentos sobre os problemas na semana passada, na própria Câmara.

 

"Conforme ouvirmos os pacientes, familiares e funcionários, vamos definir se será necessário ouvir as explicações da secretária e pedir novas informações à prefeitura", afirmou.

 

O Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) de Franca também investiga o atendimento médico na cidade. O conselho informou que fará fiscalizações de surpresa em unidades de saúde.

 

Na lista estão previstas vistorias na Santa Casa e no pronto-socorro Álvaro Azzuz, onde foram registradas as mortes suspeitas.

 

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