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Nível do Cantareira continua em queda e bate novo recorde

Folhapress
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O sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de água de parte da região metropolitana de São Paulo, continua a bater recordes negativos. Mesmo com a chuva e com a redução da captação do reservatório, o nível dele chegou a 15,2% neste domingo, o mais baixo da história.

Segundo dados da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado), o Cantareira havia registrado uma pequena elevação do seu volume no domingo passado, mas depois disso só registrou queda. Para se ter uma ideia, em 16 de março do ano passado, o nível do reservatório era de 58,7%.

O complexo de represas do Cantareira é considerado um dos maiores sistemas de abastecimento do mundo. Somente na Grande São Paulo, ele produz 30 mil litros de água por segundo para abastecer 8,8 milhões de pessoas.

Como a resportagem mostrou na última sexta-feira (14), o governo paulista vai precisar construir represas equivalentes a dois novos sistemas Cantareira até 2035 para que grande parte do Estado não fique sem água -principalmente as zonas metropolitanas da capital, Campinas e Baixada Santista.

Desde a semana passada, o governo de São Paulo reduziu a vazão do Cantareira para não esgotar o manancial. Para compensar a medida, nove bairros paulistanos deixaram de ser abastecidos pelo sistema e passaram a receber água dos sistemas Guarapiranga e Alto Tietê, totalizando 1,6 milhão de usuários.

A presidente da Sabesp, Dilma Pena, também afirmou que vai ampliar o período de aplicação do desconto de 30% na conta de moradores abastecidos pelo sistema Cantareira que conseguirem diminuir em pelo menos 20% o uso médio de água dos últimos 12 meses.

    


 

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