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Universidade federal inicia obras

Vítor Oshiro e Vinícius Lousada
| Tempo de leitura: 4 min

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) em Bauru começou a sair do papel ontem. Foi assinada a ordem de serviço para o início das obras. As máquinas já trabalham na terraplanagem do terreno localizado às margens da avenida Nações Norte e, em breve, serão definidos os cursos (leia mais abaixo) da sonhada primeira universidade federal da cidade.

 

O ato da assinatura contou com o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), a vice Estela Almagro (PT) e o diretor geral de Infraestrutura e Expansão do IFSP, Silmário Santos, entre outras autoridades participantes do projeto. 

 

Durante o discurso, foi revelado o cronograma das obras. “Se não chover muito nem houver outros imprevistos, o cronograma previsto é que a construção termine em oito meses”, declarou o diretor geral Silmário Santos.

 

A previsão para que o instituto federal inicie suas atividades regulares é março de 2015. De acordo com o diretor geral, que representou a reitoria do IFSP ontem, serão contratados 70 professores e 45 funcionários técnico-administrativos. Serão atendidos 1.200 alunos no local.

 

As obras estão sendo executadas pela CBN Construtora Ltda, de Ribeirão Preto, vencedora do processo de licitação e que receberá R$ 8.047.655,73 pelo serviço. 

 

“Estamos fazendo a limpeza e terraplanagem. Dentro de 10 a 15 dias, começaremos a construir parte da fundação da obra”, descreve o mestre de obras Roberto Bordonel. 

 

Os prédios do câmpus de Bauru serão construídos em uma área de 60 mil metros quadrados, doada pela prefeitura. O terreno fica no alto da Nações Norte, no sentido da rotatória da Avenida Moussa Tobias à Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (Bauru-Marília). 

 

Conforme o JC publicou com exclusividade, o conjunto edificado terá um bloco para laboratório de informática e biblioteca; um bloco administrativo; outro com salas de aula, além de área de convivência e quadra poliesportiva. 

 

“O instituto tem o ensino reconhecido no Brasil inteiro. O dia de hoje (ontem) nos deixa muito felizes. Precisamos investir em ensino de qualidade a quem tem poucas condições. É o comecinho do sonho se tornando realidade”, comemorou Estela Almagro, que articulou a criação do câmpus no município.

 

Dois acessos

 

O prefeito Rodrigo Agostinho também comemorou o início das obras. Ele declarou que, além da Nações Norte, será construída uma via para facilitar a chegada ao instituto federal. “É uma avenida que ligará a Nações Norte e a rodovia Marechal Rondon”.

 

Conforme o município, a via, que chega ao instituto, parte do quilômetro 345 da Rondon, nas proximidades do Núcleo Gasparini. 

“Essa avenida terá ciclovias e rampas de acessibilidade. A licitação para ela já está aberta”, aponta Rodrigo.

 

As obras foram viabilizadas por meio de convênio com o Ministério das Cidades e a Caixa Econômica Federal. “Metade dos custos dessa avenida será arcada por empreendimentos que se instalarão nos entornos do instituto”, destaca o prefeito. Até agora, serão 10 empreendimentos no local. 

 

Além de prefeito, vice e o representante da reitoria do instituto, estiveram presentes ontem os secretários municipais de Obras, Sidnei Rodrigues; da Agricultura, Francisco Maia; o presidente do DAE, Giasone Candia; a ex-secretária e vereadora, Majô Jandreice; os professores da Unesp José Misael Ferreira do Vale e Lourenço Magnoni e servidores da prefeitura.

 

Audiência pública sobre lista de cursos deve ocorrer em 30 dias

 

Mesmo com o início das obras, os cursos que o IFSP oferecerá em Bauru ainda não estão definidos. Uma audiência pública com os setores organizados da sociedade, no entanto, vai definir quais serão ministrados na unidade bauruense.

 

“Essa audiência pública deve ser realizada dentro de 30 dias”, revela a vice-prefeita Estela Almagro. “Serão discutidos os indicadores de Bauru e região e distribuídos formulários. Depois, os segmentos da sociedade respondem esses formulários e indicam os cursos desejados. Esperamos que, até o meio deste ano, a lista de cursos já esteja definida”, complementa.

 

Conforme o JC já divulgou, o perfil dos cursos é indicado pelo município, que tem a incumbência de avaliar quais as áreas técnicas de necessidade para a cidade e região, tomando como base os geradores do PIB local, além da tendência de negócios em um raio de aproximadamente 100 quilômetros.

 

“O que já está decidido é que serão cursos urbanos. Até pela área que foi doada pela prefeitura. Não serão cursos rurais”, adianta a vice-prefeita. Cada câmpus tem, em média, de quatro a cinco cursos. No entanto, o processo se dá por etapas, necessitando de dois a três anos para sua complementação total.

 

Começo da luta de Bauru pelo câmpus do instituto foi em 2009

 

O câmpus foi pleiteado em 2009 pela vice-prefeita Estela Almagro e a então secretária municipal de Educação Majô Jandreice. Além de Bauru, mais sete cidades do Estado foram contempladas.

 

A instituição, que há 13 anos era uma escola técnica, passou por vários estágios e foi transformada em instituto em 2008. Hoje, o IFSP tem status de universidade, oferecendo nível técnico, graduação e pós-graduação.

 

O instituto destina 50% das vagas para curso de tecnologia e no mínimo 20% para licenciatura, sobretudo na área da ciência e matemática e, complementarmente, oferece cursos de formação inicial, continuada, engenharia e pós-graduação. Atualmente, o Estado de São Paulo possui mais de 15 mil alunos em 25 campi.

 

Entre os cursos oferecidos pelo instituto no País estão os das áreas de indústria, mecânica, eletrotécnica, processamento de dados, construção civil, turismo, automação e agroindústria.

 

 

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