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Sambódromo: ?restos? de Carnaval

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O Carnaval 2014 em Bauru contou com desfiles de blocos e escolas de samba durante a folia. Entretanto, passadas pouco mais de duas semanas da festa, quem se destaca no espaço agora é o lixo. Além dos carros alegóricos, algumas fantasias, sapatos e manequins estão jogados pelo local.

 

A reportagem recebeu a denúncia de um leitor e resolveu ir até o local para constatar o problema. Além do abandono dos carros alegóricos, chegaram a atear fogo em parte dos materiais que estavam jogados por lá danificando um dos portões, que ficou com uma de suas partes retorcida. 

 

Ao final do Carnaval, o JC noticiou que a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) tinha recolhido 3,340 toneladas de lixo resultantes da festa no Sambódromo.

 

A empresa afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que deixou o local em ordem e acredita que as roupas e adereços foram deixados na avenida depois da última grande limpeza. Ainda segundo informou a Diretoria de Limpeza Pública da Emdurb, hoje pela manhã outra coleta seria feita no Sambódromo.

 

Providências

 

Em entrevista ao JC na tarde de ontem, o secretário municipal de Cultura, Elson Reis, expôs diversos pontos que envolvem essa questão do “resto de Carnaval” no Sambódromo de Bauru.

 

Um deles é que as escolas precisam retirar seus carros alegóricos de lá. Uma empresa que ganhou licitação já foi até paga para fazer essa coleta, ou seja, não há custos para as escolas. No entanto, muitas delas não têm para onde levar os seus carros.

 

“Acredito que esse lixo que você está me falando pode até ser algo que quebraram dos carros alegóricos que ficaram lá, porque foi feita a limpeza do Sambódromo depois do Carnaval. As escolas têm que tirar seus carros de lá, já tem uma empresa certa para isso, não há custo para as escolas, mas muitas delas não têm para onde levar os carros. Se tiram de lá acabam deixando em praças ou em terrenos baldios, é complicado”, explicou.

 

Para tentar resolver o problema, Elson já pensou em uma solução: encontrar um local coberto para esses carros próximo ao Sambódromo. “Tem uma área anexa ali que estamos pedindo a desocupação para as escolas deixarem os carros ali dentro. Fica um pouco mais isolado. Mas até que isso aconteça, vamos notificar a empresa e as escolas para que os carros sejam retirados”, disse o secretário.

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