Provável adversário da presidente Dilma Rousseff nas eleições de outubro, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) cobrou explicações sobre sua participação na compra da refinaria de Pasadena e defendeu a criação de comissão para investigar a operação. Já a oposição na Câmara quer instalar CPI - com apoio de parte da base aliada.
Na época, Dilma (então ministra da Casa Civil) era presidente do conselho administrativo da Petrobras que deu o aval para a compra da refinaria, mas o Planalto disse que ela se baseou em parecer técnico “falho”, elaborado pelo então diretor financeiro da estatal, Nestor Ceveró.
Sem fazer ataques diretos a Dilma, a quem chamou de “proba”, Aécio dirigiu as críticas a Ceveró. O tucano criticou o fato de o ex-dirigente da estatal ser agora diretor financeiro da BR Distribuidora, sem receber punições pelo “parecer falho” encaminhado ao conselho administrativo da Petrobras.
O tucano classificou a operação de compra da refinaria como a “mais lesiva” da história do País e disse que a Petrobras se tornou a “OGX da presidente Dilma”, em referência à derrocada do grupo empresarial de Eike Batista.
Na Câmara, a oposição começou a colher assinaturas para instalar uma CPI da Petrobras. A ideia tem apoio de parte dos governistas insatisfeitos com o Planalto.
Renan contra
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), descartou ontem a abertura de investigação no Congresso sobre a compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), pela Petrobras. Renan disse que, como o caso já está sendo apurado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), Ministério Público e Polícia Federal, a “investigação política” não é necessária neste momento.