Internacional

Israel bombardeia Síria em retaliação por ataque no Golã


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Israel bombardeou instalações militares da Síria, nesta quarta-feira (19), em retaliação por um atentado a bomba que feriu quatro soldados israelenses, em um incidente que acrescenta uma perigosa nova dimensão à guerra civil síria.

 

Ao anunciar as incursões, rompendo o silêncio oficial que cercou ataques anteriores contra alvos sírios supostamente ligados à guerrilha libanesa Hezbollah, Israel parece buscar transmitir uma mensagem de dissuasão ao presidente sírio, Bashar al-Assad.

 

“Nossa política é clara. Machucamos quem nos machuca”, disse o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em declarações públicas ao seu gabinete. “Elementos sírios não só permitiram como também cooperaram nos ataques contra as nossas forças”, disse ele, acrescentando que, ao adotar uma ação militar agora, Israel quer restaurar a calma na sua fronteira norte.

 

A TV estatal síria não mencionou os bombardeios israelenses. 

 

O ataque ocorre menos de um mês depois de o Hezbollah acusar Israel de bombardear uma das suas bases na fronteira sírio-libanesa. O grupo xiita na época prometeu retaliar.

 

No atentado de terça-feira, uma bomba foi detonada perto de uma patrulha israelense, junto à cerca que divide as colinas do Golã - território sírio ocupado por Israel desde 1967. 

 

Embora as suspeitas em Israel tenham recaído sobre o Hezbollah, os líderes israelenses não acusaram diretamente o grupo xiita. Algumas áreas são controladas por rebeldes anti-Assad.

 

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