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Ex-diretor da Petrobras é preso por lavagem de dinheiro

Reuters
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A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quinta-feira (20), o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, no Rio de Janeiro, sob acusação de destruir documentos que o envolveriam no esquema de lavagem de dinheiro investigado na operação Lava-Jato, informou a assessoria de imprensa da PF.

 

Segundo a PF, os grupos investigados na operação Lava-Jato, lançada em Curitiba, registraram movimentações financeiras atípicas num montante que supera R$ 10 bilhões. Costa foi envolvido nas investigações por ter recebido um carro de um doleiro.

 

O advogado do ex-diretor, Fernando Fernandes, informou por meio de sua assessoria de imprensa que entrará com pedido de habeas corpus junto ao Tribunal Regional do Rio Grande do Sul.

 

Segundo o advogado, Costa recebeu o carro como remuneração por serviços prestados. “A prisão é injusta”, disse o advogado de acordo com nota da assessoria.

 

Costa foi demitido da diretoria de Abastecimento logo após Maria das Graças Foster assumir a presidência da Petrobras, em 2012. Costa, indicado pelo PMDB para o cargo, foi um dos diretores mais atuantes da gestão do ex-presidente da estatal José Sergio Gabrielli.

 

A PF informou que a prisão de Costa não tem qualquer relação com a investigação pela PF sobre a compra pela Petrobras, em 2006, de 50% de uma refinaria em Pasadena, nos Estados Unidos. Procurada, a Petrobras disse por meio de sua assessoria de imprensa, que, por ora, não comentará o assunto.

 

Alvo no congresso

 

As eventuais irregularidades envolvendo a Petrobras têm sido alvo da oposição no Congresso e até mesmo de deputados da base aliada insatisfeitos com Palácio do Planalto. Recentemente, deputados da base aliada ajudaram a aprovar a criação de uma comissão para viajar a Holanda e acompanhar investigações sobre suspeitas de pagamento de propina pela empresa SBM Offshore a funcionários da estatal.

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