O presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, afirmou que vai estudar com o conselho deliberativo do clube uma homenagem para o ex-zagueiro Bellini, que morreu nesta quinta-feira (20). Uma das hipóteses é fazer um busto do atleta.
Capitão da seleção brasileira campeã mundial em 1958 e reserva na equipe do título da Copa de 1962, o ex-jogador atuou durante cinco anos pelo clube na década de 60. "Vamos debater no conselho [deliberativo] uma homenagem. Vamos perpetuar como uma memória importante", disse Juvenal Juvêncio.
"Perde o desporto nacional. Foi um grande atleta, um exemplo de aplicação, de seriedade, um grande campeão. Ele serve de exemplo para a população saber quem foi. Figuras como ele são símbolos."
Bellini será velado no salão nobre do estádio do Morumbi, até as 15h. Logo depois, o corpo do ex-jogador será levado para Itapira (164 km de São Paulo), sua terra natal, onde continuará sendo velado até o início da manhã de sábado, no ginásio Itapirão.
O enterro será às 11h, no Cemitério Municipal da Saudade, em Itapira.
Bellini estava internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital Nove de Julho, em São Paulo. Ele sofria há mais de dez anos de Mal de Alzheimer.
No mês passado, após ficar hospitalizado por 60 dias, passou a receber acompanhamento médico em casa. O quadro da doença piorou gradativamente e, há cerca de três anos, o ex-zagueiro perdeu a fala.
O ex-atleta iniciou sua carreira no Itapirense, de Itapira (SP), e se tornou famoso no Vasco, onde chegou em 1952 e jogou até 1961.