O Conselho de Administração da Petrobras Distribuidora, subsidiária da Petrobras, demitiu nesta sexta-feira (21) o diretor financeiro da subsidiária, Nestor Cerveró, envolvido na polêmica aquisição de uma refinaria no Texas, em 2006, informou a empresa em comunicado ontem. Cerveró ocupava a diretoria internacional da Petrobras quando a compra da refinaria em Pasadena, no Texas, foi aprovada.
A compra da refinaria, alvo de suspeitas de superfaturamente e que está sendo investigada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, teve o aval da presidente Dilma Rousseff, que à época era ministra-chefe da Casa Civil do então presidente Lula e presidia o Conselho de Administração da Petrobras.
Em nota nesta semana, Dilma disse que a aprovação do negócio pela estatal se deu baseada em documento “técnica e juridicamente falho” elaborado por Cerveró quando diretor da área internacional da empresa.
A Petrobras adquiriu 50% da refinaria em 2006 por R$ 360 milhões. Mas em seguida amargou uma batalha judicial com o parceiro no projeto, a Astra, que possuía os 50% restante, e acabou sendo obrigada a desembolsar em 2012 mais R$ 820 milhões para ficar com a totalidade da empresa.
Investigações do TCU apontaram que a refinaria tinha sido vendida no ano anterior, em 2005, por menos de R$ 50 milhões, ante um total desembolsado pela estatal brasileira de R$ 1,2 bilhão ao longo dos últimos anos.
Habeas corpus negado
O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso na Operação Lava Jato corre, da Polícia Federal (PF), teve o pedido liminar de habeas corpus negado ontem, pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, no Rio Grande do Sul. O ex-diretor prestou depoimento no Rio, mas deixou a cidade ontem, a caminho de Curitiba, porque o inquérito corre na Superintendência da PF no Paraná. A operação investiga organizações criminosas que atuam na lavagem de dinheiro e poderiam ter movimentado R$ 10 bilhões.