Bruno Freitas |
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Dilma chega com sua comitiva à cerimônia de entrega dos apartamentos |
Malavolta Jr |
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Dilma visitou apartamento mobiliado no residencial Água da Grama e fez a entrega das chaves para a sorteada Maria de Fátima de Paula |
A viagem da presidente Dilma Rousseff (PT) a Bauru trouxe boas notícias. Durante cerimônia de entrega de chaves de 944 apartamentos, nesta terça-feira (25), a presidente da República declarou que se compromete a criar um curso de Medicina na cidade. O pedido foi externado pelo prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) e sua vice Estela Almagro (PT), mas a chefe da República garantiu que o compromisso não foi firmado com eles, mas sim com a população.
“Com o prefeito é fácil se comprometer. Difícil é se comprometer com cada um de vocês. Estou me comprometendo. Por quê? Porque interessa que tenha Faculdade de Medicina, porque a gente quer formar médico no Interior deste País”, declarou.
Bruno Freitas |
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Ministro das Cidades, Gilberto Occhi, faz discurso durante a cerimônia |
Dilma reforçou que a criação do curso em Bauru é de interesse do governo federal, citando que Alexandre Padilha - ex-ministro da Saúde presente no evento – é testemunha desse desejo.
Lançado no ano passado, o programa Mais Médicos propôs criar 12 mil matrículas em cursos de Medicina pelo País, além de 11 mil vagas para residência médica.
Como divulgou o Jornal da Cidade, em dezembro de 2013, Bauru – junto a outras 40 cidades - já havia sido pré-selecionada pelo Ministério da Educação (MEC) para ser contemplada com o curso ministrada por alguma de suas instituições privadas de ensino superior.
O anúncio de Dilma na tarde desta terça-feira (25) veio ao encontro das expectativas do governo municipal. O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), no entanto, garante que, reservadamente, a presidente falou sobre a instalação de uma faculdade pública e federal de Medicina.
“Expus a ela alguns argumentos e ela comprou a ideia. Para mim, ela falou em curso público, então, vou cobrar em Brasília. Mas o caminho para viabilização dessa ideia não seria pelo Instituto Federal, que começará a funcionar no ano que vem”, pontuou.
Bruno Freitas |
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Moradores de Bauru e contemplados no 'Minha Casa Minha Vida' durante a cerimônia de entrega das chaves |
Bruno Freitas |
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Tudo pronto para receber a presidente Dilma no residencial Água da Grama |
Educação
Ao ter conhecimento de que o município possui 15 universidades e terá 16 após a inauguração do Instituto Federal, a presidente Dilma Rousseff chamou Bauru de “Cidade da Educação”.
A petista enalteceu a importância de investimentos no setor, elencando dados referentes a políticas do governo federal: 6.500 bolsas do ProUni, 7.900 contratos do Fies e 18.500 matrículas do Pronatec.
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Renan Casal |
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Dilma desce do helicóptero no Estádio do Milagrão e acena para os moradores de Bauru |
Renan Casal |
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A presidente seguiu de carro do Estádio do Milagrão até o residencial Água da Grama, na Vila Nova Esperança |
Pré-candidato
Mesmo afastado do cargo de ministro da Saúde, Alexandre Padilha acompanhou, do palanque, o evento oficial da Presidência da República. Por mais que o pré-candidato ao governo do Estado pelo PT não tenha discursado, sua presença não passou despercebida.
Ele foi saudado pela presidente Dilma Rousseff, que anunciou, além da criação de curso de Medicina, a vinda de mais 7 médicos para a cidade, até o final do mês, por meio do programa Mais Médicos, principal bandeira de Padilha para o pleito deste ano.
Questionado sobre a agenda em atos oficiais de Dilma – o ex-ministro também participou de evento em São José dos Campos (SP) na manhã desta terça -, Padilha alegou que aceita os convites que partem dos prefeitos dos municípios.
No mês passado, o petista deu início a caravanas que passarão pelas cidades paulistas, no intuito de viabilizar seu nome para a eleição.
Em entrevista coletiva, Padilha não poupou críticas ao governo do Estado, citando a crise de abastecimento e, até mesmo, números comparativos referentes às políticas habitacionais entre tucanos e petistas em São Paulo.
Presidente surpreende e cobra ‘escada melhor’
Engana-se quem pensa que a presidente Dilma Rousseff teceu apenas elogios às unidades habitacionais que entregou nesta terça-feira, em Bauru. No palanque, a petista cobrou das construtoras responsáveis pelas obras dos residenciais Água da Grama e Três Américas 2 – Casa Alta e Isso - a instalação de piso antiderrapante nas escadarias dos prédios.
Dilma contou que, em todas as inaugurações, visita os apartamentos para constatar as condições das obras e nesta terça recebeu a reivindicação.
“Eu olho se a janela é boa, se a porta está certa, se o piso é bom, porque a gente sabe, mulher sabe disso: se a cozinha tem azulejos que vão facilitar a limpeza, se o banheiro tem azulejo também. E aí hoje eu olhei a escada”, disse, antes de anunciar que os representantes das empreiteiras aceitaram atender o pedido.
Os prédios entregues tinham as escadas em cimento pintado. Segundo o JC apurou, a instalação do novo piso nos residenciais deve ocorrer em um mês.
Com a presença de Jorge Hereda, presidente da Caixa Econômica Federal (CEF) – órgão gestor do “Minha Casa Minha Vida” -, Dilma Rousseff garantiu que a melhoria fará parte dos próximos apartamentos que serão construídos pelo programa de habitação de interesse social.
Sobre a entrega das unidades, a presidente da República afirmou que esta terça-feira jamais será esquecido pelas famílias contempladas pelo programa.
Diarista: ‘Fui premiada três vezes’
Se já não bastasse ter sido contemplada com um dos 944 apartamentos entregues pelo programa “Minha Casa, Minha Vida”, a diarista Maria Fátima de Paula, 52 anos, ainda recebeu uma visita ilustre. De surpresa, a presidente Dilma Rousseff foi até a nova casa dela para conhecer o imóvel de perto, que já estava todo mobiliado.
“Achei que seria mais uma na multidão, mas acabei sendo premiada três vezes. Ganhei minha casinha, toda decorada e linda. E a Dilma ainda foi minha primeira visita”, brinca a diarista.
A distribuição dos apartamentos às famílias que haviam sido previamente selecionadas foi feita pela Caixa Econômica Federal por meio de sorteio eletrônico. Já o imóvel de Maria foi escolhido pelos organizadores do cerimonial por ser o mais próximo do palco onde Dilma discursou.
Localizado no piso térreo do bloco 17 (ao lado do palanque), ele foi estruturado com todos os móveis e eletrodomésticos com que Maria poderia sonhar, entre eles televisão, geladeira, fogão, camas, sofá, mesa, armários e utensílios domésticos, entre outros. Assim que chegou ao residencial Água da Grama, a presidente foi direto para o apartamento.
A diarista conta que a emoção já era grande por conhecer sua nova residência ao lado da presidente, quando, então, teve os olhos vendados.
“Pediram para que eu pusesse o pé direito dentro da sala e, depois, para que abrisse os olhos. Chorei muito quando vi tudo aquilo. Foi muito especial”, comemora.
Batalha
Maria conta que esta é a primeira vez em que ela irá morar em uma casa própria.
Em 52 anos de batalha, ela conta que o máximo que alcançou foi a compra de um terreno, há mais de duas décadas, quando ainda era casada. Mas, enfim, não houve tempo de construir porque, logo em seguida, acabou se separando.
“Aí fui morar de favor na casa de umas conhecidas minhas. Meus filhos eram pequenos e não tinha como pagar aluguel na época. Foi uma fase difícil, mas depois consegui alugar uma casa de madeira, até começar a me reerguer”, relata.
Com a filha
Antes de receber o apartamento, a diarista vivia em uma residência no Parque Jaraguá. Divorciada e mãe de quatro filhos, três deles já casados, ela dividirá o novo imóvel com a filha Letícia, de 14 anos.
“É um sonho. Como diarista, ganho até R$ 1,2 mil por mês, quando trabalho bastante. Jamais teria condições de bancar um apartamento desses se não fosse pelo programa”, comemora.
Depois da visita de Dilma em sua nova casa, Maria recebeu oficialmente, no palanque, as chaves do imóvel das mãos da presidente.
Além dela, também subiram ao palco os moradores contemplados Lucinéia Maria da Silva, Gilberto Fernandes, Urano dos Santos e Adriana Alcati.
‘Nada como ter o cantinho da gente’
Mãe de um garoto de 13 e uma menina de 4 anos, a dona de casa Joice Daiany Gaspar Zeferino, 31 anos, sempre precisou morar de aluguel com o marido, o ourives Evando da Silva Zeferino, 38 anos. “Estou casada há 14 anos e achei que nunca iria conseguir. Mas, em outubro do ano passado fui sorteada (pelo programa) e recebi minha vitória. Minha casa é a coisa mais linda do mundo. É minha, da minha família e estou muito, muito, muito feliz”, celebra.
Pensionista, Maria Nazaré de Carvalho, 73 anos, recebe pouco mais de um salário mínimo por mês e também relata que não teria como concretizar o sonho da casa própria se não fosse por intermédio do “Minha Casa, Minha Vida”. Segundo ela, depois que o marido morreu, há cinco anos, acabou perdendo a casa em que vivia e precisou alugar um imóvel. “Agora, estou realizada. Nada como ter o cantinho da gente”, comenta.
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"Não acreditei na hora que eu recebi a presidente na minha casa", disse Maria Fátima de Paula |
Já o casal Joyce Thaís Ozório, 22 anos, e Eder Morfe da Conceição, 23 anos, não teve de esperar tanto.
Ainda construindo suas vidas, eles tiveram a sorte de ser sorteados pelo programa no ano passado e, nos próximos dias, devem se mudar definitivamente para um dos apartamentos do residencial Três Américas. Pais de Kayque Henrique, 3 anos, eles estão juntos há seis anos, período em que viveram em dois cômodos na casa dos avós da jovem, no bairro Ferradura Mirim.
“A família sempre ajudou, mas a gente sempre quis ter nosso espaço, mais privacidade. Como sempre vivemos meio improvisados, agora teremos de comprar tudo para a nova casa. Ainda não temos nada para colocar lá dentro, mas não poderíamos estar mais felizes”, comemora Joyce.
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Dilma no aeroporto
Isabela Ribeiro




