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Exército vai ocupar Maré no Rio

Folhapress
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Marco Antônio Martins

Tropas do Exército vão ocupar as favelas do complexo da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro, até, no mínimo, 31 de julho, tempo suficiente para que a região, caminho para quem chega à cidade pelo aeroporto do Galeão ou pela avenida Brasil, fique com segurança reforçada até a final da Copa do Mundo.

 

Após esse período será feita uma avaliação para determinar a necessidade de as tropas ficarem nas favelas até as eleições, em outubro.

 

Nesta segunda-feira (24), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o governador do Rio, Sérgio Cabral, assinaram no Rio o acordo que prevê a ocupação. Não foi anunciada, porém, a data em que as tropas entrarão no complexo, o maior do Rio, com 130 mil moradores espalhados em 17 favelas.

 

Com a iminência da chegada do Exército já começou a fuga de suspeitos de envolvimento com o tráfico. 

 

Nesta terça, enquanto policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) começavam uma incursão entrando no complexo pelo lado da Linha Vermelha, do outro lado, no acesso à avenida Brasil, carros deixavam as favelas em alta velocidade.

 

Como na ocupação do complexo do Alemão, em 2010, os militares terão poder de polícia, concedido pela presidente Dilma Rousseff. “A ocupação será pelo tempo que for necessário. A presença do Estado veio para não terminar”, afirmou o ministro da Justiça.

 

Além da extensão, uma das dificuldades de ocupar a região é o fato de ela ter seu controle dividido por três facções: milicianos, traficantes do Comando Vermelho e do Terceiro Comando.

 

Ao conseguir a ajuda federal, o governador Sérgio Cabral consegue resolver alguns problemas da segurança pública antes de deixar o cargo.

 

Apesar de prometida há algum tempo, a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Maré vinha sendo adiada devido à dificuldade de reunir um efetivo policial suficiente para controlar a região.

 

Estudo da Secretaria de Segurança prevê que seriam necessários 1.500 policiais para ocupar a comunidade. Nenhuma das oito UPPs instaladas em 2013 tem mais do que 350 policiais.

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