Geral

Entidades de proteção animal pedem retomada de delegacia ambiental

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Representantes de Organizações Não Governamentais (Ongs), protetores independentes da causa animal na cidade e o Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais (Comupda) protocolaram, nesta segunda-feira (24), na Delegacia Seccional, uma representação pedindo a restituição da Delegacia de Crimes Ambientais em Bauru. A unidade, que desde 2010 funcionava no prédio da avenida Comendador Daniel Pacífico, na Vila Falcão, junto às atividades do 1º Distrito Policial, foi transferida, em abril do ano passado, para a Central de Polícia Judiciária (CPJ), localizada na avenida Rodrigues Alves. A mudança integrou parte do projeto de reengenharia da Polícia Civil, que ocorre em todo o Estado. 

 

No documento, entregue pela manhã desta terça-feira (25), os protetores da causa animal na cidade alegam que “houve retrocesso após a dissolução da delegacia especializada”.

 

“A intenção da superdelegacia é agilizar os casos, mas não existe mais um responsável pelos crimes ambientais. Então, a denúncia acaba se perdendo. Talvez, isso ocorra porque eles acabam dando prioridade para outros casos que não envolvam animais”, comentam as protetoras Sandra Ariede, Rosângela Bittencourt e Fátima Schroeder, que estiveram ontem no JC e exibiram a cópia do documento protocolado.

 

“Queremos ao menos um setor que seja responsável pela parte ambiental e que, se possível, seja o doutor Dinair e a equipe dele que já atuava nisso, para dar maior fluidez aos casos, como era antes”, defende Fátima.

 

Ainda de acordo com o documento, os representantes das Ongs alegam que, em virtude da falta de uma unidade especializada, as denúncias, assim como os boletins de ocorrência sobre maus tratos aos animais, não estariam sendo redistribuídos de forma efetiva, o que estaria dificultando possíveis apurações dos casos.

 

Assinam a representação o Instituto Vida Digna, Ong Mountarat, Ong Naturae Vitae, Ong Salve e Castre, Ong SOS Cerrado e SOS Gatinhos, além do Comupda e dos protetores independentes Borika Hegyessy, Leandra Marquezini e Mariana Zwicker. 

 

Seccional

 

Sobre o pedido em questão, o delegado seccional Ricardo Martinez, contatado ao final da manhã de segunda-feira, informou que ainda tomaria ciência do documento protocolado.  “Com a criação da CPJ as ocorrências são distribuídas, não existe um delegado encarregado somente desses casos. Até porque nunca existiu em Bauru uma delegacia de proteção aos animais. Não existe isso na estrutura da Polícia Civil. O que havia era uma unidade no 1º distrito, que centralizava as ocorrências ambientais, por questão de conveniência administrativa”, comenta. “Mas vou analisar o pedido e levantar algumas informações e números junto à CPJ como: quantos BOs foram registrados e, desses, quantos foram dados sequência e encaminhados ao fórum. Com isso, darei meu parecer e encaminharei os documentos ao comando.”

 

 

 

Comentários

Comentários