Líderes dos partidos de oposição da Câmara dos Deputados e do Senado decidiram nesta terça-feira (25) centrar esforços para conseguir o apoio de 27 senadores e pedir a abertura de uma CPI Mista para investigar a Petrobras.
A estratégia foi definida depois de os líderes avaliarem que uma investigação apenas na Câmara encontraria dificuldades regimentais que não seriam facilmente vencidas. Diante desse diagnóstico, a oposição resolveu centrar os esforços para conseguir o apoio no Senado e tenta convencer senadores aliados a apoiar a CPI, que seria realizada em conjunto com os deputados.
São necessárias pelo menos 27 assinaturas de senadores e 171 de deputados para pedir a abertura da CPI Mista. Os opositores avaliam que se conseguirem as assinaturas no Senado, a maioria dos deputados acabará apoiando a investigação parlamentar.
Nas contas da oposição, é possível conseguir o apoio de pelo menos 28 senadores, mas esse cenário leva em conta ao menos três senadores do PMDB, todos os quatro do PSB e oito aliados de outros partidos.
Os partidos de oposição reúnem apenas 15 senadores.
“O que ficou decidido é que o Senado precisa ter apoio para a CPI, daí conseguimos reunir as assinaturas na Câmara e abrimos a CPI Mista”, disse o presidente do Solidariedade, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SDD-SP). Ele afirmou ainda que há expectativa na oposição de que a investigação ganhe apoio na sociedade, já que a estatal é um símbolo nacional.
Na Câmara, há outros 14 pedidos de CPI e um novo teria que respeitar a fila.