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Desafios sobre resíduos terá evento em Bauru sexta-feira


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Muito se fala em resíduos sólidos e o que deve ser feito com o  seu descarte. Em função disso, o Conselho Municipal de Defesa ao Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Bauru, através da Câmara Técnica de Resíduos Sólidos (CTRS) irá promover nesta sexta-feira, 28-3, a partir de 8h, o seminário “Dinâmica dos Resíduos em Bauru – desafios da responsabilidade compartilhada.” Este é o primeiro evento para a discussão do tema no ano e será realizado na Universidade Sagrado Coração.

 

Desde 2010, a lei federal 12.305/2010 institui uma política nacional de resíduos que visa minimizar o problema do descarte irregular e os danos ao meio ambiente. 

 

“A partir desta lei surgiu a ideia e a necessidade de discutir as estratégias estruturais e administrativas para atender a legislação, além dos impactos e possíveis soluções para os resíduos de Bauru. Este é um passo considerado importante que a cidade está dando”,  explica Alessandra Pinesi, coordenadora da Câmara Técnica de Resíduos Sólidos. 

 

A ideia também surgiu da alta demanda que o município tem apresentado para descarte.  

 

“Precisamos mesmo discutir sobre a responsabilidade compartilhada. Ou seja, ela é de quem gera o resíduo e de quem utilizou o produto fruto daquele resíduo”, ressalta Alessandra. A sua dinâmica envolve desde produção até descarte”.  

 

São esperadas mais de 200 pessoas. Haverá palestras e estudo de caso com Maria Vitória Garcia Lucena da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária. Ela irá apontar o Plano Integrado de Gestão dos Resíduos Sólidos no município de São Caetano-SP. 

 

Futuro

 

Outro objetivo do seminário é que no próximo ano um novo evento possa ser realizado. Durante este ano serão levantados os dados de Bauru, o que foi feito a partir deste ano e das ideias do seminário. 

 

Assim, será possível traçar um novo panorama para o município e fazer um novo balanço, com novas metas. 

 

Saiba mais

 

O que pode ser considerado resíduo sólido?

 

Pilhas, baterias, eletroeletrônicos, lâmpadas fluorescentes, embalagens de óleos lubrificantes, pneus, resíduos domiciliares, resíduos de limpeza pública, resíduos sólidos cemiteriais, construção civil, material radioativo de laboratórios e hospitais e etc.

 

Resíduo X rejeito

 

O resíduo é tudo aquilo que é descartado e pode ser reciclado ou reutilizado. Existe chance de reaproveitamento.

 

Já o chamado rejeito é o resíduo que já foi utilizado, reciclado, reutilizado e não há mais possibilidades de uso. Não há, portanto, possível reaproveitamento.

 

  • Serviço

Seminário sobre Dinâmica de Resíduos - dia 28 de março, a partir das 8h, na Universidade Sagrado Coração. O evento é gratuito e é realizado em parceria com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, USC, Emdurb e Associação Brasileira de Engenharia Sanitária de São Paulo. Também conta com apoio de Jornal da Cidade, Prata Transportes e Projeto Cidade.

 

Sustentabilidade: ‘assunto sindical’

 

Já que o tema “sustentabilidade” está na ordem do dia, vale conferir o que tem a dizer o Sindicato dos Químicos. Para a entidade, conceitos mudaram. 

 

“Antigamente, desenvolvimento sustentável era assunto só de ambientalistas. Agora, é de sindicatos e de centrais sindicais até porque, cada vez mais, todos estão preocupados com poluição, desmatamento, destinação de resíduos, etc, porque querem viver em ambiente saudável”, explica Edson Dias Bicalho, presidente do Sindicato dos Químicos de Bauru e Região. 

 

Ele também é secretário-geral da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas (Fequimfar), secretário de Relações Sindicais da Força Sindical para a América Latina e Mercosul e membro da diretoria da IndustriALL Global Union. 

 

A convenção coletiva do setor farmacêutico no Estado de São Paulo, por exemplo, no item sobre saúde e segurança do trabalhador, há recomendação para que as empresas façam a higienização dos equipamentos de proteção individual e dos uniformes contaminados como manda a legislação. 

 

“Em outros tempos, quem trabalhava com produto contaminante levava o uniforme para lavar em casa. A roupa de trabalho era misturada à roupa comum e a água utilizada não recebia tratamento específico. Agora, com esta cláusula, cabe à empresa fazer a higienização e tratar adequadamente a água utilizada”, explica Bicalho.

 

Internacional

 

Este viés da atuação do movimento sindical, o do desenvolvimento sustentável, também esteve na pauta de grandes discussões sobre o trabalho. Tanto que, de 11 a 15 de março de 2014, representantes de trabalhadores de vários países estiveram na cidade de Santo Domingo, na República Dominicana, para participar do Congresso da Confederação Autônoma Sindical Classista. Um dos eventos é o Colóquio Internacional sobre “Trabalho Decente e Desenvolvimento Sustentável”.

 

Bicalho participou do congresso representando a Força Sindical para expor o cenário dos trabalhadores brasileiros. 

 

“Temos muitas bandeiras de luta, mas a situação é favorável: o Brasil vive período de quase pleno emprego e 80% das negociações salariais têm conquistado ganho real, além da correção dos salários pela inflação. E isso é importantíssimo para o trabalho decente, ou seja, para que o trabalho seja adequadamente remunerado e exercido em condições de segurança, liberdade e igualdade”, frisa.

 

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