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Casa Rosada reduz subsídios de gás e água, mas nega ajuste fiscal

Folhapress
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A Casa Rosada anunciou nesta quinta-feira (27) que reduzirá em até 20% os subsídios nas tarifas de água e gás no país.

O corte será gradual e de acordo com os gastos e poder aquisitivo dos argentinos. Para os cidadãos com maior renda, a redução poderá chegar a 80%.

A medida implicará em contas de água e gás entre 100% e 400% mais caras e não se aplicará às indústrias.

O ministro da Economia, Axel Kicillof, afirmou que a redução de subsídios não se trata de um ajuste das contas públicas do país, mas sim de um redirecionamento dos gastos.

"Aqueles que pedem esse ajuste se equivocaram de governo", disse ele. "Não mudamos de ideia, continuamos defendendo uma política de subsídios."

Desde a maior desvalorização do peso em 12 anos, no fim de janeiro, a presidente Cristina Kirchner e seus ministros adotaram o discurso de que não era necessário subsidiar uma classe média que pode comprar dólares como investimento.

Em 2013, o déficit fiscal da Argentina foi de 2,8%. Os subsídios econômicos, principalmente os do setor energético e de transporte, representam 5% do PIB do país, segundo a consultoria Econométrica.

O corte de subsídios não se aplicará para cidadãos que estejam desempregados, para os aposentados que recebam a pensão mínima, para quem está inscrito no programa de Assignação Universal por Filho, espécie de Bolsa Família local, e para pessoas com doenças crônicas ou com necessidades especiais.

    


 

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