Polícia

Polícia flagra dado de pelúcia cheio de drogas

Vítor Oshiro
| Tempo de leitura: 3 min

Malavolta Jr

Dado de pelúcia: coca e maconha embaladas para a venda

Em um simples olhar ingênuo, o colorido dado de pelúcia não passa de um objeto apenas gracioso. Porém, o que a Polícia Civil encontrou dentro dele não tem nada de inocente. Cocaína e maconha estavam escondidas no interior da pelúcia. Três irmãos acabaram presos por vender as drogas na Vila Souto.

 

A comercialização de entorpecentes ocorria na quadra 1 da rua Regente Feijó. Juliano Vinicius Soares da Silva, 23 anos, foi preso no local na manhã desta quinta-feira (27). No fim da tarde, seus dois irmãos, Júlio César Soares da Silva Rodrigues, 21, e Michel da Silva Pontes, 18, também foram detidos. 

 

De acordo com o delegado Ricardo Dias, responsável pela divisão de combate a entorpecentes na Central de Polícia Judiciária (CPJ), a investigação começou há 15 dias. 

 

Ele conta que a apuração mostrou que os três irmãos vendiam drogas na residência por meio de um esquema de “drive thru” (leia mais abaixo). “Após nossa solicitação, a Justiça emitiu o mandado de busca e apreensão e cumprimos hoje (ontem). No imóvel, estava esse dado de pelúcia dentro de uma máquina de lavar. No brinquedo, encontramos os entorpecentes”, explica o delegado. Foram localizados 47 pinos de cocaína, uma porção bruta da mesma droga e duas porções de maconha prontas para a comercialização. Havia ainda 25 pinos vazios.

 

O mais velho dos irmãos, Juliano, que, de acordo com a polícia, já tem passagens por tráfico, estava na casa e foi preso. Ele é apontado como gerenciador do negócio. Horas mais tarde, a Polícia Civil encontrou Júlio Cesar e Michel em residência na rua Paraná, Vila Cardia. 

 

“Como a ação continuou desde o cumprimento do mandado, autuamos os três em flagrante por tráfico de drogas e associação ao tráfico”, explica o delegado, complementando que Júlio Cesar também já tem passagens pela polícia.

 

Por mensagens

 

Além das drogas, foram apreendidos ainda dois celulares no ponto de comercialização de entorpecentes. Ao analisar os aparelhos, a polícia descobriu que os detalhes do negócio eram acertados por meio de mensagens.

 

Nos textos, eles contabilizavam a venda e até destacaram a vinda de um “pó do Rio”. “Esses aparelhos foram apreendidos e as mensagens serão analisadas minuciosamente. Elas podem auxiliar no andamento das investigações”, conclui o delegado Ricardo Dias.

 

Caso condenados, a pena para o crime de tráfico de drogas é entre 5 e 15 anos de prisão. Já por associação ao tráfico, a reclusão prevista é entre 3 e 10 anos. 

 

‘Drive thru’ do tráfico

 

O modo como os três irmãos agiam para vender as drogas é curioso. Os clientes não precisavam sequer entrar no imóvel para pegar a encomenda. As investigações apontam que a comercialização era feita pela janela da residência, que é virada para a rua.

 

“Os usuários  iam até lá e batiam na janela. Depois, eles passavam o dinheiro por ela e recebiam o entorpecente”, explica o delegado Ricardo Dias.

 

Bairro residencial

 

O ponto onde os traficantes agiam também é incomum: um bairro residencial tradicional e a poucos metros do posto de lacração da Ciretran de Bauru. O delegado Ricardo Dias afirma que o fato só demonstra como o tráfico de drogas tem se espalhado.

“Ali é uma área residencial e bastante antiga, onde moram muitas pessoas de bem. O fato explicita a proliferação do tráfico de entorpecentes. Pelo que apuramos, após a morte da mãe dos acusados, eles intensificaram a venda de drogas”, conclui Dias.

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