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Após reclamar de rebaixamento, governo divulga rombo nas contas

Folhapress
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O aumento dos gastos, em ritmo maior que o crescimento das receitas, fez o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrar o segundo pior resultado primário da história em meses de fevereiro. 

 

Segundo números divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Tesouro Nacional, o mês passado registrou déficit primário de R$ 3,079 bilhões. O resultado só não é pior que o de fevereiro do ano passado, quando o déficit mensal somou R$ 6,618 bilhões. 

 

Com o resultado de fevereiro, o superávit primário nos dois primeiros meses de 2014 soma R$ 9,876 bilhões, pior valor para o período, desde 2009. O resultado seria ainda pior se as estatais não tivessem recolhido R$ 2,892 bilhões em dividendos ao Tesouro Nacional, no mês passado. Desse total, R$ 2 bilhões saíram do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); R$ 700 milhões, da Caixa Econômica Federal; e R$ 192,1 milhões, do Banco do Brasil.

 

O superávit primário é a economia que o governo faz para pagar os juros da dívida pública. O esforço fiscal permite a redução do endividamento do governo no médio e no longo prazo. Para este ano, a meta do Governo Central é economizar R$ 80,8 bilhões, equivalentes a 1,55% do Produto Interno Bruto (PIB), soma das riquezas produzidas no país. Os estados e municípios deverão fazer superávit primário de R$ 18,2 bilhões  0,35% do PIB. No total, o superávit primário do setor público deverá fechar o ano em R$ 91,306 bilhões  1,9% do PIB.

 

Até abril, o Governo Central deverá economizar R$ 28 bilhões, segundo o decreto de programação orçamentária. 

 

Inflação de 6,1% para 2014

 

O Banco Central (BC) voltou a revisar para cima as expectativas de alta dos preços no País, tanto para este ano quanto para o próximo. O Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado ontem trouxe um cenário mais sombrio para o poder de compra dos brasileiros e os economistas já passaram a apostar na continuidade da alta dos juros.

 

Novas estimativas para o IPCA, divulgadas ontem pelo BC, apontaram que a presidente Dilma Rousseff vai terminar seu governo com uma inflação de 6,1% - maior do que a alta de 5,91% deixada pelo ex-presidente Lula no último ano do seu segundo mandato.

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