Internacional

Embaixador ucraniano pede que Brasil não fique em cima do muro

Reuters
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O embaixador da Ucrânia no Brasil, Rostyslav Tronenko, fez um apelo nesta quinta-feira (27) para que o Brasil apoie seu país diante da anexação da Crimeia pela Rússia. “Apelamos ao mundo e ao Brasil que nos apoiem nisso, em suas palavras e ações. Ninguém está pedindo ao Brasil para comprar briga (com a Rússia), (....) mas gostaríamos que nosso parceiro estratégico não fique em cima do muro”, disse o diplomata em audiência pública na comissão de Relações Exteriores do Senado Federal.

 

Tronenko destacou que países da América Latina como Argentina, México e Panamá já se posicionaram em defesa da “soberania e integridade territorial do meu país”. Apesar do pedido,  Brasil se absteve na votação.

 

Referendo inválido

 

A Assembleia-Geral da ONU aprovou ontem uma resolução declarando inválido o referendo realizado no início do mês no território ucraniano da Crimeia, no qual foi aprovada sua anexação à Rússia, em uma votação que as nações ocidentais disseram ter sido mais um reforço no isolamento russo.

 

Houve 100 votos a favor, 11 contra e 58 abstenções na votação na Assembleia integrada por 193 países. Mais de 20 países não participaram, ou porque não apareceram ou porque não pagaram suas contribuições à organização, disseram diplomatas da ONU.

 

Posição Russa

 

Falando antes da votação, o embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, pediu aos países que apoiassem o que disse ser o direito à autodeterminação da Crimeia e respeitassem a escolha do povo da Crimeia de se colocar sob a autoridade de Moscou.

 

“A Rússia não podia recusar aos crimeanos seu apoio ao direito à autodeterminação, no cumprimento de sua aspiração de longa data”, disse ele. “Foi feita justiça histórica com razão.”

 

Churkin descreveu o resultado da votação como “uma vitória moral para a diplomacia russa”.

 

“O fato de que quase metade dos membros das Nações Unidas se recusou a apoiar esta resolução, penso eu, é muito encorajador”, disse ele.

 

A China, que desde 2011 se juntou à Rússia no veto a três resoluções do Conselho de Segurança que condenavam a Síria e a ameaçavam com sanções, se absteve, como fez na votação do Conselho de Segurança sobre a Ucrânia no início deste mês.

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