As buscas por destroços do avião da Malaysia Airlines, desaparecido desde 8 de março, podem superar os US$ 200 milhões anuais, tornando-se assim as mais caras da história da aviação, informaram ontem (27) os peritos chineses.
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Reuters |
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Operação de busca por avião pode custar US$ 200 milhões |
“Sim, a busca vai prolongar-se no tempo. Duzentos milhões de dólares por ano, no mínimo, para manter o esforço internacional”, destacou o oceanógrafo Zhao Chaofang, citado pelo diário South China Morning Post.
A França e o Brasil investiram US$ 40 milhões nos dois anos que levaram à recuperação das caixas-pretas do avião da Air France que caiu no Oceano Atlântico em 2009. As autoridades só conseguiram recuperar 50 dos 228 corpos das vítimas.
Um perito chinês em aviação civil adiantou que o custo das buscas vai exceder muito o do avião da Air France.
A busca por destroços do avião da Malaysia Airlines foi reiniciada hoje, em uma área 1.100 quilômetros a nordeste do local onde os aviões faziam patrulha, depois de analisada “uma nova pista crível”, informou o comando australiano.
Buscas
O desaparecimento do avião da Malaysia Airlines, que sumiu dos radares civis menos de uma hora depois de decolar de Kuala Lumpur em um voo de rotina para Pequim em 8 de março, surpreendeu o mundo e deixou os investigadores perplexos.
As autoridades acreditam que alguém a bordo do voo MH370 possa ter desligado os sistemas de comunicação do avião antes de desviá-lo a milhares de quilômetros fora da rota. O avião teria caído no mar em uma das regiões mais isoladas do planeta.
As teorias variam de sequestro a sabotagem, ou um possível suicídio por um dos pilotos, mas os investigadores não descartam problemas técnicos.
As buscas estão concentradas na área onde satélites tailandeses e japoneses avistaram possíveis destroços da aeronave, aproximadamente na mesma extensão de mar gélido onde também foram registradas imagens anteriores por França, Austrália e China.
"Detectamos objetos flutuantes, talvez mais do que 300", disse o chefe da agência de desenvolvimento de tecnologia espacial da Tailândia, Anond Snidvongs, à Reuters. "Nós nunca dissemos que as peças fazem parte do MH370, mas que se tratam até agora apenas de objetos flutuantes."
A Marinha dos Estados Unidos informou que está enviando uma segunda aeronave de vigilância marítima P8 Poseidon para ajudar nas buscas ao Boeing 777.
Os EUA também enviaram um dispositivo que pode ser rebocado por um navio para detectar sinais fracos da caixa-preta do avião, mas o tempo está se esgotando.
"Temos que conseguir esta posição inicial correta antes de mobilizar o navio localizador, já que a caixa-preta do MH370 tem uma autonomia limitada e não podemos dar ao luxo de perder tempo procurando na área errada", disse o comandante Tom Moneymaker, um oceanógrafo da 7ª Frota dos EUA.