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Objetos recuperados no Índico não são de avião desaparecido


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A Autoridade Australiana de Segurança Marítima (AMSA), que coordena as buscas pelo avião da Malaysia Airlines no Oceano Índico, confirmou ontem que os objetos encontrados perto da costa da Austrália não pertencem à aeronave desaparecida no último dia 8.

O órgão explicou ser mais provável que estes objetos, recuperados ontem por um navio chinês, sejam lixo ou artigos de pesca.

A busca pelo avião, realizada em uma área de 319 mil quilômetros quadrados, continuará enquanto as condições meteorológicas permitirem. Na área, trabalham uma embarcação australiana e outros três navios da China. Outras seis embarcações devem atuar na busca de objetos avistados pelos aviões há dois dias.

Outra embarcação australiana, o Ocean Shield, que leva um detector de caixas-pretas e um submarino não-tripulado, irá se juntar aos esforços para encontrar o avião.

O ex-chefe das Forças Armadas da Austrália, Angus Houston, dirigirá o Centro de Coordenação de Agências Conjuntas, criado recentemente para resgatar o avião, embora a Malásia continue a ser a responsável pela busca de acordo com as leis internacionais.

O voo MH370 decolou de Kuala Lumpur com 239 pessoas a bordo na madrugada de 8 de março com destino a Pequim e desapareceu dos radares civis da Malásia cerca de 40 minutos após a decolagem.

 

Anos

A busca pelo avião da Malaysia Airlines pode levar anos, indicou um oficial da Marinha dos EUA ontem. Mark Matthews, disse a jornalistas que a falta de informações sobre o local onde o avião caiu dificulta seriamente a possibilidade de encontrá-lo.

“Neste momento, a área de pesquisa é basicamente o tamanho do Oceano Índico, o que levaria uma quantidade incalculável de tempo para procurar”, disse ele.

Se você comparar isso ao voo da Air France 447, tivemos melhores informações de onde a aeronave caiu na água”, disse.

 

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