A possibilidade de rompimento contratual entre a Prefeitura de Bauru e a Bema Construções, responsável pela execução das obras do viaduto inacabado, repercutiu na sessão legislativa de ontem à tarde.
Há um ano a empreiteira reivindica aditivo de R$ 1,5 milhão. Na última sexta-feira, porém, o município propôs nova planilha, que reduzia em R$ 140 mil o valor original do contrato, de R$ 5,9 milhões, por meio da supressão de alguns serviços previstos pelo edital de licitação.
Na ocasião, o responsável pela construtora, Onei Torquato Ferreira, pediu o prazo de 72 horas para decidir se aceita ou não a nova proposta.
A Bema foi alvo de críticas de vereadores, como Fabiano Mariano (PDT), Faria Neto (PMDB), Moisés Rossi (PPS), Carlão do Gás (PR) e Markinho da Diversidade (PMDB), que convocou a primeira audiência pública para discutir a obra, em meados do ano passado.
“Desde que a prefeitura sinalizou que não acataria o pedido de reajuste de preço, a empreiteira diminuiu consideravelmente o ritmo das obras”, pontuou o peemedebista.
Os demais vereadores relataram a prática corriqueira de empresas que, para vencer disputas em licitações, derrubam os preços oferecidos ao poder público para, em seguida, solicitarem aditivos.
Líder da oposição, Lima Júnior (PMDB) elogiou a postura firme do secretário de Obras, Sidnei Rodrigues que, segundo o tucano, rompeu com a lógica dos aditivos rotineiros. O vereador pediu, porém, que a administração tenha mais habilidade para negociar com a empresa para evitar que a obra se transforme em demanda judicial.
Na mesma linha, Renato Purini (PMDB), líder do governo, sugeriu bom senso. “Talvez ambas as partes possam ceder. Não tem obra mais cara do que obra parada”.