Internacional

Putin diz a Merkel que fará retirada de fronteira da Ucrânia


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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse a chanceler alemã, Angela Merkel, em telefonema nesta segunda-feira (31), que ordenou uma retirada parcial de tropas russas da fronteira leste da Ucrânia, segundo um porta-voz da chancelaria alemã.

 

“O presidente russo informou a chanceler sobre a ordem de retirada parcial de tropas russas da fronteira leste”, disse o comunicado do porta-voz Steffen Seibert.

 

“Além disso, os dois discutiram os próximos passos para estabilizar a situação na Ucrânia e na Transnistria”, disse Seibert.

 

Também nesta segunda-feira, o porta-voz do ministério ucraniano da Defesa disse que a Rússia “retira progressivamente” suas tropas posicionadas na fronteira com a Ucrânia. “As forças russas se retiram progressivamente da fronteira”, afirmou o porta-voz Olexei Dimitrashkivski.

 

“Talvez tenha ligação com a necessidade de assegurar um rodízio. A outra hipótese é que estaria relacionada com as negociações entre Rússia e Estados Unidos.”

 

Na quinta-feira, o presidente do Conselho de Segurança Nacional da Ucrânia, Andrei Parubei, afirmou que Moscou havia mobilizado 100 mil soldados ao longo da fronteira com a Ucrânia.

 

O governo dos Estados Unidos mencionou a presença de 20 mil homens e considera a retirada das forças uma condição para o fim da crise, como reiterou no domingo em Paris o secretário de Estado americano, John Kerry, após uma reunião com o chefe da diplomacia da Rússia, Serguei Lavrov.

 

Moscou negou ter enviado tropas à fronteira e alegou que recentes inspeções internacionais não destacaram nenhuma atividade militar fora do comum. O Kremlin acusou os países ocidentais de má-fé. No sábado, Lavrov afirmou que Moscou não tinha “absolutamente nenhuma intenção ou interesse” em atravessar a fronteira.

 

Medvedev visita Crimeia

 

O primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, ostentou ontem o controle da Rússia sobre a Crimeia ao desembarcar na região recém-anexada e anunciar planos para transformá-la em uma zona econômica especial, apesar da pressão ocidental para que Moscou devolva a península à Ucrânia, que ficou irritada com a visita.  

 

Acompanhando Medvedev, o vice-primeiro ministro Dmitry Rogozin - que tem sido alvo de sanções ocidentais - não deixou dúvidas sobre o simbolismo da viagem, dizendo no Twitter: “A Crimeia é nossa. Basta.”

 

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