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Sem-terra devem sair do Incra nesta quarta


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Famílias dos assentamentos Horto Aimorés I e II, entre Bauru e Pederneiras (32 quilômetros de Bauru), e dos acampamentos da fazenda Santo Antônio, em Bauru, da fazenda Cachoeirinha, em Boa Esperança do Sul (93 quilômetros de Bauru), e do Alegria e Vitória, em Pederneiras, decidiram sair do escritório do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) hoje, por volta das 9h. Os sem-terra ocupavam o local há seis dias e, por conta disso, os funcionários não foram trabalhar.

 

Conforme o JC vem noticiando, as famílias exigiam uma série de reivindicações, que foi exposta ao representante regional do órgão, Sinésio Sapucahy Filho, anteontem. 

 

Descontentes com as negociações, os sem-terra caminharam pela avenida Getúlio Vargas nesta última segunda-feira e depois retornaram ao escritório do Incra. Na tarde de ontem, porém, após uma reunião com representantes da ouvidoria da instituição, os manifestantes decidiram deixar o local. 

 

“Entre 9h e 10h da manhã de amanhã [hoje], nós entregaremos o escritório do Incra. Recebemos representantes da ouvidoria hoje [ontem] à tarde e, após muita conversa, decidimos voltar para os respectivos acampamentos e assentamentos. No próximo dia 10, iremos a São Paulo para uma reunião com o superintendente Wellington Diniz Monteiro e os superiores dele”, explica o coordenador geral do acampamento da fazenda Santo Antônio, Antônio Carlos Lorca.

 

O líder acrescenta que serão disponibilizados quatro ônibus para o transporte dos sem-terra até a capital paulista na próxima semana. Portanto, cerca de 160 pessoas irão até a sede do Incra, mas apenas lideranças de cada grupo conversarão em reunião fechada com os representantes do órgão. Em relação à pauta de reivindicações, nada foi mudado. Lorca descarta a possibilidade de promover outro protesto de rua em Bauru.

 

Sindicatos apoiam

 

Os sem-terra que se intitulam bandeira branca, ou seja, que não estão vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), recebem o apoio de dois sindicatos da região, que são o Sindicato dos Empregados Rurais de Duartina (51 quilômetros de Bauru) e o Sindicato dos Empregados Rurais de Itápolis (105 quilômetros de Bauru). Os membros das entidades também estão vinculados à Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo (Feraesp).

 

Para Abel Barreto, diretor do sindicato de Duartina, os representantes da classe iam para um encontro em Bebedouro (214 quilômetros de Bauru), mas resolveram deixar o compromisso de lado para apoiar a causa dos sem-terra. 

 

Já Antonio Boava, do sindicato de Itápolis, afirma que a luta das famílias é válida. “Defendemos maior valorização dos trabalhadores rurais porque são responsáveis pelo sustento daqueles que vivem nas cidades”.

 

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