O motociclista Jhonatas Elias de Oliveira Gomes vai continuar preso. Ele é acusado de atropelar e matar a grávida de 9 meses Maryssol dos Santos Fernandes no dia 22 de março em Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru). O acidente aconteceu por volta das 20h45, no cruzamento da avenida Luiz Boso com a rua Silvio Boso, Jardim Primavera. O bebê, do sexo masculino, morreu após o acidente.
Segundo a polícia, Jhonatas recebeu atendimento médico e, após realizar exame clínico, foi constatado que ele estava embriagado. Diante dos fatos, ele foi encaminhado para a delegacia de Lençóis, onde foi autuado por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e embriaguez ao volante.
O juiz da 2ª Vara Cível de Lençóis Paulista, Mário Ramos dos Santos, negou o pedido de liberdade provisória feito pela defesa do jovem. Os advogados de Jhonatas alegaram que o cliente tem bons antecedentes e residência fixa.
O juiz entende que o caso reúne os requisitos da prisão cautelar estarem presentes no caso. Inicialmente o motociclista foi indiciado por homicídio culposo, mas há a possibilidade de o Ministério Público denunciar por homicídio doloso. Diante disso, segundo o juiz, é necessária a manutenção da prisão do suspeito para assegurar a aplicação da lei penal.
Os moradores discordam que o motociclista seja indiciado por crime culposo (quando não há intenção de matar). Para eles, o fato de o causador do acidente estar embriagado sabia do risco ao ser imprudente na condução da motocicleta. Eles fizeram duas manifestações pacíficas em frente do Fórum e da delegacia para pedir justiça e punição ao motociclista por homicídio doloso, o que agrava a pena.
O juiz justifica mantê-lo preso para evitar que o suspeito possa influenciar de forma negativa alguma testemunha do acidente. "Além disso, considerando que a investigação preliminar aponta que ele estava embriagado e sem a carteira de habilitação na ocasião, teria havido um significativo abalo à ordem pública”.
Os familiares de Jhonatas alegaram que ele teria machucado a perna no acidente e necessita de tratamento médico. O juiz também solicitou ao estabelecimento prisional para o indiciado passar por avaliação médica e receber o tratamento adequado, mas continuará preso até a instrução do processo.