Internacional

Chile avalia danos após terremoto e tsunami em região de mineração

Reuters
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O Chile tentava nesta quarta-feira (2) voltar à normalidade depois que um violento terremoto em sua costa norte deixou pelo menos seis mortos e provocou a remoção de quase 1 milhão de pessoas da região, por medo de um tsunami que acabou sendo menos destrutivo do que o previsto.

 

A presidente Michelle Bachelet voou até Iquique, cidade portuária no extremo norte do Chile, para avaliar os danos e supervisionar os esforços para restabelecer serviços básicos como eletricidade e água, interrompidos pelo sismo. Mais de 2.600 residências foram danificadas pelo tremor de magnitude 8,2 que estremeceu a região e deu origem a alertas de tsunami ao longo de todo o Pacífico latino-americano.

 

O terremoto não afetou de modo significativo a mineração, uma crucial fonte de receita para o Chile, maior produtor mundial de cobre.

 

Bachelet, que assumiu o poder há somente três semanas, presidiu uma reunião de um comitê de emergência em Iquique, uma das cidades mais afetadas pelo sismo.

 

Em Iquique, milhares de pessoas retornaram nesta quarta-feira (2) a suas casas depois de passarem a noite expostas à intempérie em colinas e praças, por medo de que um tsunami provocasse a mesma devastação causada por um outro ocorrido há quatro anos, que deixou centenas de mortos e danos multimilionários no sul do Chile.

 

A televisão mostrou imagens de ruas bloqueadas por destroços. No porto de Iquique, pescadores verificavam os restos de centenas de pequenas embarcações destruídas pelas ondas violentas.

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