Técnicos da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) apresentaramnesta quarta-feira (2) a vereadores o projeto arquitetônico de reforma e ampliação do Pronto-Socorro Central (PSC). A novidade é que depois da execução da obra o local terá 70 leitos para cuidados prolongados de pacientes, sendo dois deles especiais de isolamento e seis de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Atualmente, o Pronto-Socorro possui apenas 12 leitos e o projeto inicial não previa o aumento desse número. Vereadores, conduto, apontaram a necessidade em meados do ano passado, em meio à crise hospitalar. Com a lentidão na liberação de leitos do Hospital de Base e Hospital Estadual de Bauru, pacientes passavam dias nos corredores da unidade.
À época, o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) rechaçou a proposta, alegando que a função do PSC era atender casos de urgência e emergência e não manter pessoas internada. A movimentação dos parlamentares, porém, surtiu efeito. O presidente do Legislativo, Sandro Bussola (PT), foi quem criou a comissão especial de vereadores para discutir, exclusivamente, a reforma do Pronto-Socorro. O petista também solicitou ao governo que o dinheiro devolvido pela Câmara Municipal ao fim do ano passado – R$ 1,4 milhão – fosse aplicado na obra.
Do encontro de ontem, participaram Raul Gonçalves Paula (PV), Telma Gobbi (PMDB), Paulo Eduardo de Souza (PSB) e Fabiano Mariano (PDT). Representando a prefeitura, estavam o diretor do Departamento de Planejamento Urbano, Wladimir Riehl, além dos arquitetos Sinval Pereira, João Oséias de Oliveira e Talita Soares Moura.
Negociação
Telma diz que, após a reunião de ontem, os vereadores tomaram conhecimento de detalhes da planta, mas pediram uma cópia do projeto, para que todos possam dar sugestões para melhorias.
Raul já sugeriu a implantação de implantação de projetos sustentáveis, bem como a necessidade de reforço nas fundações do prédio para que seja possível a construção de dois novos andares futuramente. O parlamentar também fez apontamentos em relação ao estacionamento.
“Também voltamos a discutir a necessidade de haver áreas distintas para a espera de adultos e crianças. Isso ainda não está contemplado no projeto. No entanto, precisamos reconhecer que ele já está fantástico”. Uma nova planta, já com algumas propostas sugeridas pelos vereadores, deve chegar à Câmara Municipal até amanhã.
Dinheiro
Com base no novo projeto, a estimativa é de que a reforma e a ampliação do Pronto-Socorro Central (PSC) custe R$ 9 milhões. O município pleiteia a liberação de R$ 3 milhões junto ao governo federal e já conta com R$ 1,4 milhão devolvido pela Câmara Municipal.
Ainda assim, o vereador Raul Gonçalves Paula (PV) acredita que a prefeitura tenha que destinar poucos recursos próprios na obra, pois existem portarias do Ministério da Saúde que custeiam a criação de leitos de cuidados prolongados. “Tem que saber pedir”.
No ano passado, o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) declarou que a reforma e a ampliação do Pronto-Socorro eram prioridades do governo para 2014.