Tribuna do Leitor

"Desequilíbrio ambiental - e agora, José, o que fazer?"


| Tempo de leitura: 2 min

Na edição do JC de 01/03/11, publiquei nessa coluna a carta com o seguinte título: "E agora, José?" na qual tratamos sobre o desequilíbrio ambiental. Na edição do JC de 06/03/11, no caderno JC nos Bairros, a jornalista Wanessa Ferrari também tratou desse assunto em matéria de três páginas. Pois bem, no JC edição de 23/0314, no caderno JC nos Bairros, em matéria de três páginas, a jornalista Ana Paula Pessoto volta novamente a esse assunto no que diz respeito à invasão de animais silvestres nos centro urbanos.

Passaram-se três anos e ninguém tomou providência alguma, logicamente que a população dos animais vem crescendo e o problema se agravando. São famílias dizimadas em acidentes com a invasão de capivaras nas rodovias, são parques com criadouro de capivaras com sérios problemas também, pois nas mesmas proliferam carrapatos, colocando a população em risco de contrair doenças, como já tem ocorrido, inclusive com óbitos, com a transmissão da febre maculosa. São maritacas destruindo instalações elétrica de residências, são macacos, onças e toda espécie invadindo as casas para conseguir alimento, sem falar nas pombas urbanas que vêm com sua população aumentando a cada dia, causando problemas nos edifícios, escolas, postos de saúde, igrejas, galpões etc. (E tem pessoas tratando de pombas diariamente nas praças).

Deixo claro que não sou contra a proteção de animais, foi criada a lei de proteção, que por sinal é bem rigorosa, muitos animais estão realmente em fase de extinção, mas alguma coisa tem que ser feita, não sou técnico no assunto, mas o que ouço falar é que o desenvolvimento urbano invadiu o habitat dos animais. Se isso ocorreu é porque as leis permitiram, o problema foi criado e ninguém toma providências para solucioná-lo.

Assim como existe a temporada de pesca, de caça a jacarés, por que não se criar temporada de caça a animais cuja carne serve de alimento, como a capivara, por exemplo.

O problema está criado, agora fica a pergunta a quem de direito: "E agora, José, o que fazer?"

Edemar Zampa

Comentários

Comentários