Agência Brasil |
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O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acertou em seu gabinete o rito da decisão |
A base aliada da presidente Dilma Rousseff protocolou nesta quinta-feira (3) no Congresso Nacional mais um pedido de instalação de uma CPI Mista de deputados e senadores que investigue, além de irregularidades na Petrobras, episódios ligados aos dois principais adversários na sucessão presidencial, o senador Aécio Neves (MG) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).
A expectativa dos governistas é que essa seja a única comissão a funcionar no Legislativo, a partir de uma estratégia que tem como protagonistas o Palácio do Planalto, o PT e o PMDB. Ela consiste no aval, na semana que vem, da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para que temas desconexos e inerentes aos Estados possam ser objeto de investigação.
Com isso, se criaria uma CPI exclusiva do Senado com o mesmo tema da CPI Mista protocolada ontem. O passo seguinte é a junção entre as duas. Por fim, controlar as indicações dos nomes que a integrarão. “A CPI mista vai ser a maior. Quando tem duas ou mais, é claro que aquela mais representativa acaba chamando a atenção e esvaziando as outras”, diz o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP).
Com maioria no Congresso, o governo conta com o apoio das lideranças da base para a indicação de nomes que trabalhem para minimizar os danos à presidente Dilma e, ainda, perturbem os adversários. A ideia é articular a indicação de parlamentares diretamente ligados às cúpulas dos partidos da base para compor a futura CPI Mista.
Na Câmara, os líderes Eduardo Cunha (PMDB), Bernardo Santana de Vasconcellos (PR) e Beto Albuquerque (PSB) afirmam o desejo de se autoindicarem membros. No PSDB, o escolhido deve ser Carlos Sampaio (SP), que acumulará a missão com a coordenação jurídica da campanha presidencial do tucano Aécio Neves.
Arlindo Chinaglia afirmou que a indicação de líderes deixará mais nítida a atuação de cada partido durante as investigações.
Nas duas Casas os líderes comentam que a CPI precisa ser tratada com cuidado especial para evitar a tentativa de atuações solo de parlamentares indicados. “Só vou indicar pessoas afinadas com a orientação do PT. Se for um meio rebelde do bloco que quer compor a comissão, é melhor sair”, afirmou o líder petista no Senado, Humberto Costa (PE).
Plano B
plano leva em conta o fato de não ser mais possível, na avaliação dos governistas, evitar uma CPI. O que não significa que impedir seu funcionamento tenha saído do horizonte do governo.
Assim, a estratégia paralela é esgotar as possibilidades regimentais para, não sendo possível evitar, atrasar ao máximo a instalação.
A CCJ do Senado vai debater o tema na terça-feira e a decisão final sobre a instalação será levada ao plenário. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acertou em seu gabinete com o presidente da comissão, Vital do Rêgo (PMDB-PB) o rito da decisão.