Negreira / Divulgação facebook
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Amigos e familiares de Igor cobraram justiça e o fim da homofobia em manifestação que ocorreu quarta-feira à noite em Agudos
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Amigos e familiares do estudante Igor Alves, de 15 anos, encontrado morto na noite de quarta-feira, em Agudos, após quatro dias desaparecido, fizeram um protesto nesta quinta-feira (3) cobrando o fim da homofobia e punição rigorosa ao autor do crime, um adolescente de 17 anos. A Justiça já determinou a internação provisória dele, mas, até o fechamento desta edição, ele permanecia foragido.
Cerca de 50 pessoas participaram do ato, que teve início às 19h30, em frente à Escola Estadual Professor Manoel Gonçalves, na Vila Vienense, onde autor e vítima estudavam.
Com cartazes nas mãos, jovens e adultos cobraram mudanças no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pediram o fim da intolerância e do preconceito contra os homossexuais. Ao final do protesto, o grupo deu as mãos e orou por Igor.
O estudante foi visto pela última vez na madrugada de sábado, dia 29, por volta das 5h30, depois de passar a noite em um bar bebendo com amigos. Adolescente de 17 anos, que fazia parte do grupo, contou à família de Igor que os dois haviam sido agredidos por três homens quando voltavam para casa.
Ele disse que conseguiu fugir, mas que o amigo não teve a mesma sorte e acabou sequestrado pelo trio. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil, que descobriu que a história do sequestro havia sido inventada para encobrir a morte do estudante, que mantinha relacionamento amoroso com o adolescente de 17 anos.
Na quarta-feira, o delegado Jader Biazon chegou até um adolescente de 15 anos, apontado como coautor do crime. Ele confessou participação na morte de Igor e indicou o local onde estava o corpo dele – uma plantação de pinus próxima à entrada do município.
Acusado Absolvido
Em março do ano passado, ele matou o comerciante Waldiney Rocha, de 56 anos, com 16 facadas. A vítima também era homossexual. Na ocasião, o adolescente imputou a culpa do crime a G.D.S., de 30 anos, que chegou a ter a prisão preventiva decretada.
Em dezembro, a Justiça de Agudos comprovou que o homem não estava envolvido na morte de Rocha e ele foi absolvido da acusação de latrocínio e colocado em liberdade. Já o adolescente ficou internado na Fundação Casa de Iaras até outubro. O Tribunal de Justiça (TJ) converteu a internação em semiliberdade e ele foi transferido para uma unidade de Marília. No dia 26 de março, a Justiça de Marília julgou extinta a medida socioeducativa e ele foi solto. Três dias depois, cometeu o novo homicídio.
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