A música sertaneja perdeu nesta sexta-feira (4) Dino Franco, aos 77 anos. Para muitos, era o maior compositor vivo do gênero até 11h desta sexta-feira, quando foi derrotado pela cirrose hepática na casa onde vivia, em Rancharia. Também tinha diabetes, que chamava de “betinha”.
Dino foi autor de clássicos como “Caboclo da Cidade”, “Cheiro de Relva” (parceria com Zé Fortuna), “Pombinha Branca” (com Belmonte), “Travessia do Araguaia” (com Zé Carreiro) e “Sementinha” (com Itapuã).
Também assina um dos maiores sucessos gravados por Tião Carreiro e Pardinho, “Amargurado” (“O que é feito daqueles beijos que eu te dei...”).
Formou diversas duplas (com Mouraí e Biá, as mais conhecidas). E foi produtor musical de muitas outras, todas, de sucesso.
Em Bauru
Oswaldo Franco, nome de batismo, já esteve várias vezes em Bauru e região, inclusive para tocar com as irmãs Franco, há quatro anos. Costumava dizer que não ligava “para esse negócio de auge da carreira” e era um crítico da “mesmice” da música atual.
“De minha parte, sempre tentei fazer música sertaneja com orgulho, alegria e respeito”, afirmou em entrevista em 2005.
Nascido em Paranapanema em 8 de setembro de 1936, Dino Franco acumulou mais de 1.000 músicas gravadas e cerca de 40 discos em uma carreira iniciada na década de 50.
O velório ocorre na Câmara Municipal de Rancharia e o enterro será neste sábado, no cemitério da cidade, às 9h.