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Caso Evelyn: homem que tentou matar travesti é condenado a 2 anos

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Já se passaram dois anos desde que a travesti Evelyn (nome de batismo Erick Ribeiro), 19 anos, sofreu tentativa de homicídio na Vila Aviação B, em Bauru. Ontem foi o dia do julgamento do caso. Carlos Augusto Jeronymo Pinto foi considerado culpado pelo júri. A pena arbitrada pelo juiz foi de 2 anos em regime aberto.

O JC acompanhou o drama da travesti desde 11 de fevereiro de 2012, quando ela foi barbarizada e abandonada em um matagal. Na época, ela relatou à reportagem que estava no viaduto do cruzamento das avenidas Nações Unidas e Duque de Caxias quando encontrou seu agressor.

Evelyn teria pedido carona a Carlos e durante o trajeto Carlos parou para consumir crack e solicitou um programa com ela, aceito pelo valor de R$ 50,00. Decidiram ir a um motel afastado, quando o carro do acusado atolou. “Já fora do carro, ele ficou transtornado. Mostrou a faca e começou a me enforcar. Depois, começou a me esfaquear”, contou Evelyn, na ocasião.

A jovem disse que desmaiou por conta dos inúmeros golpes. O agressor, na versão da vítima, só teria parado porque Evelyn fingiu estar morta. Ela permaneceu no mesmo local, ferida, por cerca de 30 horas, até ser encontrada por um motociclista que passava nas proximidades e ouviu os gemidos da travesti.

Após o júri considerar ontem o réu culpado pela tentativa de homicídio simples, o juiz Benedito Antônio Okuno, da 1ª Vara Criminal de Bauru, decidiu pela pena de 2 anos em regime aberto.

O advogado de Carlos, Paulo Roberto Ramos, acredita que a pena é justa. “Não tinha testemunha presencial. São versões conflitantes. Baseado nisso, não tem como você  ter arguido outra tese e não se conformar com o que foi decidido. Foram descaracterizadas as duas qualificadoras e ficou no homicídio simples tentado. Houve a redução também porque no tempo da ação ele não dominava os seus atos, porque usava entorpecentes”, disse.

A reportagem tentou falar com Evelyn por diversas vezes por meio do telefone, já que ela não compareceu ao julgamento, mas não obteve sucesso nas ligações. A irmã da vítima também foi acionada, mas preferiu não falar sobre o assunto.

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