Internacional

Inglaterra será o país que mais cederá jogadores à Seleção

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

O futebol inglês será o que mais cederá jogadores à Seleção Brasileira que disputará a Copa do Mundo a partir de 12 de junho.


Se nenhum dos preferidos do técnico Luiz Felipe Scolari se machucar até 7 de maio, quando a lista será anunciada no Rio, serão seis atletas que atuam no futebol da Inglaterra convocados. O futebol brasileiro deve ceder quatro.


Os "ingleses" são o zagueiro David Luiz, o volante Ramires e os meias Oscar e Willian, do Chelsea, e os volantes Paulinho, do Tottenham, e Fernandinho, do Manchester City. O Chelsea, com vitória por 2 a 0 sobre o Paris Saint-Germain na terça-feira (8), continua na disputa da Liga dos Campeões está na semifinal.


Pela primeira vez, o futebol inglês terá o maior número de atletas na Seleção Brasileira em um Mundial, justamente um país que pouco contribuiu para o Brasil na competição.


Além disso, o Chelsea se igualará ao Real Madrid, de 2006, como clube estrangeiro que mais cedeu atletas ao Brasil em uma única Copa - em 2006, Robinho, Ronaldo, Cicinho e Roberto Carlos atuavam em Madri.


Até hoje, somente dois jogadores que atuavam na Inglaterra jogaram Copas: Gilberto Silva, volante do Arsenal em 2006, na Alemanha, e o goleiro Gomes, que defendia o Tottenham em 2010 e foi à África do Sul.


"Os ingleses são os que mais investem no futebol atualmente. Eles têm os melhores jogadores do mundo, falamos de três, quatro, até cinco times com poder de investimento enorme", disse Carlos Alberto Parreira, coordenador técnico da seleção.


Até 1982, na Espanha, somente jogadores que atuavam no Brasil disputaram Copas. Nos anos 80, os brasileiros passaram a ceder à cobiça dos clubes estrangeiros, e Falcão, na Roma (ITA), e Dirceu, no Atlético de Madrid (ESP), foram os primeiros "gringos" em Copas.


Itália e Portugal foram os países que num primeiro momento cederam mais jogadores. Os italianos porque investiam mais, com ajuda de empresas multinacionais que colocavam dinheiro nos clubes. Os portugueses porque importavam brasileiros pela facilidade de comunicação. Mesmo assim as equipes brasileiras ainda tinham mais jogadores chamados.


Foi somente em 2006, na Alemanha, com Parreira como treinador, que os times brasileiros passaram a enviar para a seleção em Mundiais menos atletas do que as equipes internacionais.


"O investimento estrangeiro ficou enorme e os principais jogadores deixavam o Brasil cedo", lembrou Parreira.


Até 2010, os italianos continuavam como os que mais investiam em brasileiros, algo que agora mudou. A crise financeira no país fez com que times como Milan, Inter de Milão e Juventus não conseguissem competir com os ingleses pelas joias brasileiras.


Depois de dominar a Europa no final dos anos 70 e início dos 80, os ingleses sofreram com a desorganização de seu campeonato, o que atrelada à violência de seus torcedores transformou o futebol do país em força mediana. Faltava dinheiro.


Uma regra que limitava a participação de estrangeiros, que precisavam ter um mínimo de jogos por sua seleção para poder ser contratado, também dificultava a chegada de brasileiros.


Isso mudou com a criação da Premier League, em 1992, organizada pelos clubes. Com investimento estrangeiro, foi abolida a regra que dificultava contratações, e os melhores do mundo foram para lá.


"É hoje a liga mais competitiva. Normal que muitos brasileiros venham para cá", disse o volante Paulinho.

 

Comentários

Comentários