O vice-presidente da Câmara, deputado André Vargas (PT-PR), renunciou ao cargo ontem após denúncias de seu envolvimento com o doleiro Alberto Yousseff, preso pela Polícia Federal na operação Lava Jato (veja quadro).
“Em virtude da decisão tomada hoje (ontem) pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, pela instauração de procedimento de apuração de denúncias apresentadas contra mim, decidi apresentar minha renúncia à vice-presidência desta Casa”, disse o petista na carta de renúncia.
“Tomo esta decisão para que possa me concentrar em minha defesa perante o Conselho e para não prejudicar o andamento dos trabalhos da Mesa Diretora, e também de preservar a imagem da Câmara, do meu partido e de meus colegas deputados”, acrescentou.
O Conselho de Ética da Câmara instaurou ontem o processo disciplinar contra Vargas para apurar as denúncias. Foram sorteados três nomes para serem os possíveis relatores do caso: Roberto Teixeira (PP-PE), Julio Delgado (PSB-MG), Renzo Bráz (PP-MG).
O conselho terá 90 dias úteis para concluir a apuração e apresentar um parecer que pode prever punições, sendo a mais grave o pedido de cassação do mandato.