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Funcionários da Fundação Casa entram em greve em São Paulo

Vítor Peruch com Agência Brasil
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Funcionários dos 148 centros socioeducativos da Fundação Casa, antiga Febem, de todo o estado entraram em greve nesta quinta-feira (10). Os trabalhadores reivindicam piso salarial, reajuste real de 53,63%, reposição de perdas, isonomia do Plano de Cargos e Salários e, principalmente, aumento da segurança nos locais de trabalho.

Em Bauru, a Fundação Casa localizada no Núcleo Residencial Presidente Geisel, na avenida Lucio Luciano também aderiu à greve e uma parcela dos funcionários também não trabalhará nesta quinta-feira.

Em Iaras (90 quilômetros de Bauru), também há um centro socioeducativo, no qual os funcionários também entraram em greve às 0h desta quinta.

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou que 70% dos funcionários de cada uma das unidades mantenham as atividades, de modo que as medidas socioeducativas aplicadas aos adolescentes não sejam prejudicadas. Em caso de descumprimento, o TRT aplicará multa diária de R$ 100.000,00. De acordo com o tribunal, oficiais de Justiça serão enviados aos centros socioeducativos para verificar o cumprimento da decisão.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à Criança, ao Adolescente e à Família do Estado de São Paulo  (Sitraemfa), o governo propôs reajuste salarial de 3,97%, aumento do vale-refeição para R$ 350,00 por mês e do vale-alimentação para R$ 105,94 mensais, a equiparação do cargo de agente educacional com o de analista técnico, entre outros benefícios.

Em assembleia geral realizada na quarta-feira (9), em frente à sede da Fundação Casa, a categoria rejeitou a proposta e decretou greve geral. O Sitraemfa garantiu que os serviços de higiene e de alimentação serão mantidos nas unidades. “No entanto, acompanhamento de fóruns e atividades extras não serão contempladas”, informa nota da entidade.

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