Tribuna do Leitor

Há saída para o Brasil?


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Segundo o Fundo Monetário Internacional, o Brasil - maior economia da América Latina e sede da Copa do Mundo 2014 - crescerá apenas 1,8% este ano. A agência de classificação de risco S&P rebaixou a nota do Brasil diante do mercado internacional e apontou uma piora fiscal, além de um crescimento lento e enfraquecimento das contas externas. O jornal britânico Financial Time utilizou o termo "sentença de morte" ao falar sobre a projeção para o futuro da estratégia econômica brasileira.

Enquanto isso, o Ibovespa sofre perante as bolsas mundiais desde 2013 com uma performance aquém do esperado. Ao mesmo tempo, a inflação e a taxa de juros deverão atingir, respectivamente, 6,3% e 11,25%. Tudo isso devido a fatores internos, entre eles o fraco desempenho econômico, o desequilíbrio fiscal, a ingerência do governo em setores importantes e eventos pontuais em algumas empresas listadas na BM&F.

O ano de 2014 promete ser turbulento, por se tratar de um ano mais curto por causa da Copa e também ser ano de eleição. Se em apenas 4 meses já tomamos esse "banho de água fria", o que esperar para os próximos 8 meses? Citando Roberto Campos, o homem mais lúcido que esse país já viu: há apenas três saídas para o Brasil: o aeroporto do Galeão, o de Cumbica e o liberalismo.

Clóvis Garcia de Almeida Filho

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