Apesar da reação da produção industrial no primeiro bimestre, o emprego não sinalizou ainda uma retomada. O número de pessoas ocupadas no setor ficou estável de janeiro para fevereiro. O resultado veio após três meses seguidos de taxas negativas, segundo dados do IBGE divulgados hoje.
|
Reuters |
|
Emprego na indústria fica estável, aponta IBGE |
Na comparação com 2013, o emprego segue em terreno negativo e registrou perda de 2% em relação a fevereiro do ano passado. Nos dois primeiros meses de 2014, a ocupação também registra queda de 2% frente a igual período de 2013.
Numa perspectiva de mais longo prazo, o emprego na indústria também sinaliza perdas. Em 12 meses encerrados em fevereiro, a queda é de 1,3%, segundo o IBGE.
A restrição de mão de obra qualificada em alguns setores assegura ainda expansão do rendimento dos trabalhadores da indústria. De janeiro para fevereiro, a folha de pagamento do setor cresceu 1,6%.
Confiança abalada
O mercado de trabalho na indústria se mantém em um ritmo fraco, apesar da melhora da produção que cresceu por dois meses seguidos em janeiro (3,8%) e fevereiro (0,4%), com taxas acima do previsto.
O motivo é que a confiança de empresários segue abalada. Sem a perspectiva de uma melhora à frente, as contratações são postergadas e alguns setores, que já sentem o consumo mais fraco ou sofrem mais com a concorrência de importados, já começaram a demitir.
Dentre os razões para a piora do otimismo dos empresários estão juros e inflação mais altos (que inibem o consumo), além do crédito mais restrito.