No fim de 2012, os sócios Lucas Amoroso Lima, 24, e Pedro Prellwitz, 23, pretendiam faturar R$ 350 mil no ano seguinte com uma loja virtual só com produtos de beleza e higiene para homens. A projeção foi subindo e chegou a ser de R$ 1 milhão em meados de 2013. No passar da régua, o resultado acabou sendo uma receita de R$ 2 milhões.
Prellwitz diz que o resultado, considerado por ele "acima da curva", foi obtido principalmente porque os funcionários "são pessoas humildes e qualificadas e que entregam muito [resultado]".
A loja deles, chamada Men's Market, recebeu neste mês investimento de R$ 3 milhões do investidor americano Kees Koolen, que já foi executivo-chefe do site de reservas de hotéis Booking.com. Antes, a empresa havia recebido aporte de R$ 500 mil para iniciar a operação.
Prellwitz diz que o recurso será usado principalmente para ações de marketing, melhoria da tecnologia e ampliação da gama de produtos.
Hoje, 30% da receita da empresa vem da venda de modeladores de cabelo como pomadas e ceras. Depois aparecem xampus e produtos para a barba, cada um com 20%.
O empresário afirma que esse tipo de item vende bem pela internet pelo apelo da comodidade e também porque ainda existe um certo receio de os homens irem a lojas físicas buscar esse tipo de produto.
"Tem clientes que têm vergonha, que acham que há problema em comprar um produto antiqueda de cabelo", afirma Prellwitz.
Creme Zero
Questionado se é um consumidor fanático dos itens à venda na loja, ele diz que não. "Quem me conhece sabe que eu sou zero o cara que passa creme no rosto. Tenho mais interesse pela indústria."
Apesar do faturamento de R$ 2 milhões no ano passado e de projetar receita de ao menos R$ 5 milhões em 2014, a Men's Market não tem previsão de quando vai equilibrar receitas e custos e fechar no azul --condição compartilhada por grande parte do setor de comércio eletrônico brasileiro.
"Isso é uma característica do e-commerce, a dificuldade de equilibrar [as despesas] e ter uma empresa que gera caixa e deixa lucro para os acionistas", afirma o executivo.
Para ter chegar a esse objetivo, o plano da loja virtual é tentar fechar acordos de exclusividade com marcas e distribuidores, o que permitiria que a empresa trabalhasse com margens de lucro maiores.