Polícia

Asfalto cede e caminhão com 20 mil litros de combustíveis 'entala'

Paola Patriarca
| Tempo de leitura: 3 min

“Meu Deus, que susto. Vim buscar o almoço na minha residência e, do nada, o asfalto da rua cedeu e os pneus do caminhão caíram no buraco. Trabalho há 30 anos como motorista e nunca aconteceu isso comigo. Graças a Deus não fiquei ferido.” Esse foi o depoimento do motorista Humberto Hilário Contador, 60 anos, que foi surpreendido ao passar com o caminhão carregado com combustíveis pela quadra 2 da rua Paulino Dondice, Jardim Araruna, na manhã desta segunda-feira (14), em Bauru. O asfalto cedeu e o veículo ficou ‘entalado’ em um buraco. 

Douglas Reis

Asfalto cedeu e caminhão carregado com combustíveis 'entalou' em buraco, no Jardim Araruna, em Bauru

O acidente aconteceu por volta das 9h30. Erika Cristina Alves de Abreu, 32 anos, é funcionária de uma loja localizada naquela quadra e viu o momento em que o caminhão ficou com os pneus ‘entalados’ no buraco.

“Eu tinha acabado de  chegar na loja, quando ouvi um barulho terrível. Achei que era batida entre caminhões e, ao olhar, vi o asfalto cedido e o caminhão todo preso no buraco. Fiquei  muito nervosa e assustada pelo fato de ser um caminhão com combustível. Voltei para a loja e acionei o Corpo de Bombeiros”, contou.

O caminhão estava carregado com 10 mil litros de gasolina e 10 mil litros de diesel. Pelo fato de ser uma carga inflamável, as equipes do Departamento de Água e Esgoto (DAE) e da Secretaria de Obras necessitaram do apoio do Corpo de Bombeiros para a retirada do veículo.

Douglas Reis

Detalhe mostra pneu do caminhão 'entalado' no asfalto

“Quando tem combustível em um espaço confinado é sempre preocupante. Por isso, para a retirada do veículo, foi preciso segurança e tranquilidade para não oferecer risco do combustível vazar. Dessa forma, os bombeiros foram acionados para nos auxiliar”, explicou o coordenador da Defesa Civil, Álvaro de Brito.

Ainda de acordo com Brito, se houvesse vazamento de combustível, seria um grave risco para os vizinhos daquela região e, inclusive, poderia atingir a rodovia Marechal Rondon, já que a rua é uma descida e a rodovia é próxima do local.

“Poderia gerar explosão se o diesel e a gasolina vazassem do tanque. Como prevenção, interditamos a quadra, desligamos a rede elétrica do Jardim Araruna e do Santa Luzia, e o abastecimento da região também foi interrompido, já que o combustível poderia vazar na tubulação”.

Éder Azevedo

Para a retirada do caminhão foi necessário uma série cuidados das equipes

Retirada do caminhão

Após cerca de cinco horas, o caminhão foi retirado do local. Um guincho foi acionado e funcionários da prefeitura buscaram terra e cascalho para serem colocados no buraco. O intuito foi gerar estabilidade para que o tanque do caminhão fosse erguido.

Segundo Brito, houve uma série de preocupações na retirada do veículo, pois o tanque não poderia romper, não poderia ocorrer atrito no momento em que ele estivesse sendo erguido e o combustível não poderia vazar. Se essas três coisas ocorressem, geraria incêndio.

O Corpo de Bombeiros esteve no  local para prevenir qualquer risco de explosão. “Nós deixamos uma linha montada com espuma, um policial com roupas próprias para o combate de incêndio e, se ocorresse vazamento dos combustíveis e risco de explosão, estaríamos preparados e poderíamos apagar no começo”, informou o tenente dos bombeiros, Cláudio Augusto.

Vazamento

Em nota oficial, a assessoria de imprensa do DAE informou que  o acidente na rua Paulino Dondici foi causado devido a um vazamento de água no subsolo, não visível, e que só foi descoberto após a queda do caminhão.

Dois técnicos do Serviço de Manutenção de Máquinas do órgão foram ao local imediatamente após o ocorrido para prestar auxílio ao veículo. Os reparos no vazamento de água devem ser executados ainda nesta segunda-feira (14) pela equipe da Divisão Técnica da autarquia.

Ainda de acordo com a assessoria, o motorista do caminhão poderá encaminhar ao Posto do DAE no Poupatempo três orçamentos para abrir processo de ressarcimento de danos.

Éder Azevedo

Trabalho para a retirada do caminhão durou cerca de cinco horas

 

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