A Prefeitura de Bauru tem uma dívida imensa devido à Cohab, deixou de receber R$ 500.000,00 em recursos para a construção de unidade de saúde na Bela Vista, faz aporte de milhões de reais à Funprev para que os funcionários municipais tenham aposentadoria futuramente e em termos de orçamento atingiu o limite permitido pelo Tribunal de Contas para folha de pagamento.
Com tudo isso, os nobres vereadores e o prefeito querem nos empurrar garganta abaixo esta isenção de IPTU aos munícipes que receberam o Minha Casa Minha Vida e que ganham até 3 salários mínimos. Esta medida, conforme noticiado, gerará uma perda de receita em torno de R$ 360.000,00. É lógico que este dinheiro com todas as contas a pagar não poderá simplesmente deixar de ser arrecadado e será compensado de outras formas: aumento de IPTU no próximo ano ou através da restrição de serviços municipais essenciais como saúde e educação (já precários), não há outra saída. Nada tenho contra estas pessoas, mas é preciso lembrar aos vereadores e prefeito que cidadania e democracia custam dinheiro, e muito.
Ser cidadão não é só receber vales e bolsas, é contribuir com o desenvolvimento do país e da cidade que deveriam devolver os impostos pagos em qualidade de vida. Vale lembrar que este tipo de programa só é possível graças ao que é arrecadado justamente com os impostos que os beneficiados não querem pagar. Fica a sugestão: dividam o IPTU em 12 parcelas e já está muito bom. Se a moda pega, dá direito a todos os munícipes de solicitarem na Justiça o não pagamento de IPTU, Imposto de Renda, entre outros. A medida é nitidamente política e eleitoreira, oportunista. Fiquemos de olhos abertos e lembremos dos nomes de cada vereador favorável nas próximas eleições.
Aluysio Leal Júnior